sábado, julho 24, 2010

Didi e Oscar Schafer, muito obrigado!

Didi e Oscar Schafer, quem são eles? Não tenho a menor ideia, mas sei que são legais. Não existe possibilidade alguma de este não ser um casal de gente boníssima. E são ricos. Muito ricos. Só um casal muito simpático e generoso bancaria para que a melhor orquestra do munto se apresente gratuitamente. Todos os anos, em vários locais.

Já vi empresa que patrocina apresentações culturais, é uma forma legítima de fazer um bom marketing institucional. Agora, um casal, pessoa física, proporcionando diversão a outros milhares? É simplesmente fantástico. Para eles deve ser um hobby de verão. Para nós, pobres mortais, é a oportunidade de ouvir um som que parece descer diretamente do céu para os parques de Nova Iorque.

Julgue você mesmo, não acredite só na minhas palavras: clica no play e aproveita alguns minutos de música clássica da melhor qualidade!

sábado, junho 12, 2010

Querida, encolhi a cidade

Depois de Nova Iorque ter sido atacada pelos video-games, agora foi a vez de ver um dia da vida na minha cidade em versão miniatura.

domingo, maio 02, 2010

I love New York

"Nova York, cidade que é um caldeirão de emoções, funciona como um coração para o nosso mundo, um coração que bate forte e acelerado

São muito significativos aqueles adesivos com a frase I love New York, nos quais a palavra love é substituída por um coração. Porque Nova York, cidade que é um caldeirão de emoções, funciona como um coração para o nosso mundo, um coração que bate forte e acelerado. É uma coisa ligada à história moderna: no século 19, fazer a América, como se dizia então, passou a ser o sonho dos pobres em muitos continentes. Europeus, asiáticos, latino-americanos acorriam em massa para uma cidade. Como dizem os versos de Emma Lazarus, inscritos no pedestal da Estátua da Liberdade: Tragam a mim os exauridos, os pobres, as confusas massas ansiando por respirar liberdade. Apesar da intolerância, do racismo, da caça às bruxas do período McCarthy, os Estados Unidos eram a terra da liberdade, o lugar onde qualquer um poderia perseguir o seu sonho. Muitos o fizeram com sucesso, e o resultado foi uma gigantesca metrópole. Gigantesca e rica: Nova York é o paraíso do consumo, um lugar onde as pessoas compram furiosamente. Durante duas semanas, tentei adquirir o iPad, o novo leitor óptico da Apple. Inútil, estava sold out, esgotado em todos os lugares. E era missão impossível encontrar um ingresso para a exposição sobre Tim Burton, o diretor de Alice no País das Maravilhas no Museu de Arte Moderna (onde, contudo, vimos uma fantástica mostra do fotógrafo Cartier Bresson).

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Nas ruas de Nova York ouvem-se todos os idiomas possíveis e imagináveis, mas o português agora está tendo uma posição de destaque. Os brasileiros vão em massa à Big Apple, catapultados pelo real forte e pelo acessível preço das passagens aéreas. E aí, dê-lhe compras. Encontrei um carioca que já tinha comprado quarenta – isto mesmo, quarenta – camisas, e queria mais. Em várias lojas onde entrei, a música ambiental era, não por coincidência, brasileira, uma homenagem aos novos consumidores. O Brasil está em alta nos Estados Unidos; na área da literatura, comprova-o o interesse por Clarice Lispector, sobre quem Benjamin Moser escreveu uma recente e muito bem-sucedida biografia.

Voltando ao consumo: nem só de compras vive o viajante. Existem dezenas de peças em cartaz, desde musicais clássicos como West Side Story até obras recentes. E filme que não acaba mais, a ponto de a gente não saber por onde começar. Sem falar nas fantásticas livrarias, e museus, que às vezes surpreendem: existe, na Quinta Avenida, um Museu do Sexo. A gente imediatamente pensa em sacanagem, e de fato, sacanagem lá não falta, mas a par disso há exposições muito boas: a que vi contava a história da camisinha, desde a época em que era feita de tripa de animais até os nossos dias.

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Por causa da mistura étnica, os nova-iorquinos são diferentes de outros americanos, mais abertos, mais exuberantes, mais dispostos a ajudar o turista. Mas atrás disso ainda estão os resíduos de autoritarismo e de violência que, devidamente usados por mandatários como Teddy Roosevelt e os Bush, fizeram dos Estados Unidos a polícia do mundo. Lembrei-me disso na Penn Station, onde iríamos tomar o trem para Providence, Rhode Island. Eu já estava com os tickets, mas não sabia qual era o “track”, a linha do trem. Havia um policial no saguão e resolvi perguntar a ele. Aproximei-me, e para minha surpresa, o homem soltou um grito: “Back up!”, “Recue!”, acrescentando: “Você está muito perto”. Não preciso dizer que imediatamente me senti um perigoso terrorista, pronto a detonar uma granada ou a disparar uma metralhadora. Mesmo assim, e a uma distância que o homem certamente considerava segura (uns dois metros) perguntei sobre o “track”. Ele rosnou uma resposta qualquer, deu as costas e foi embora.

Não pude deixar de pensar que, se dependesse de pessoas assim, não apenas não existiriam os versos de Emma Lazarus, como a própria Estátua da Liberdade jamais seria construída. Felizmente, porém, ele era uma exceção, e a frase “I love New York” pode continuar a ser dita. De preferência, claro, com dólares no bolso."


Texto de Moacyr Scliar, publicado na Zero Hora de 2 de maio de 2010.

domingo, abril 25, 2010

Metamorfose

domingo, abril 11, 2010

Os videogames vão destruir NY!

domingo, abril 04, 2010

Páscoa, iPad e muito mais

* Pillow Fight Day: uma vez por ano, há 5 anos, um bocado de gente se reúne para fazer uma, como vou dizer... GUERRA DE TRAVESSEIROS! Isso mesmo, um monte de adultos, em praça pública fazendo guerrinha, com direito a penas voando por tudo. É infantil? Com certeza. Mas que deve ser divertido, ah deve, hehehe.


* New York International Auto Show: carros, mulheres, dinheiro: é como o salão do automóvel, elevado ao cubo.

* Páscoa: supermercado abarrotado de chocolate, ovos gigantes, coelhos por tudo quanto é canto? Aqui não tem nada disso. Que coisa mais sem-graça essa páscoa americana. Dá pra acreditar que nem é feriado na sexta-feira santa?


* E claro, o tão esperado iPad está entre nós. Revolucionário, mágico, surpreendente, blablabla... Steve Jobs usou todos os adjetivos positivos que encontrou no dicionário para descrever a sua nova criação. Teve gente dormindo dias na fila em frente à loja da Quinta Avenida só pra ter o gostinho de colocar as mãos no brinquedo antes de todo mundo. Teve contagem regressiva e tudo para o início das vendas. Não consigo entender essa gente nerd, hehehe. Mas enfim, será mesmo que depois que passar a "febre" ele vai fazer o mesmo sucesso do iPhone e do iPod?

domingo, março 21, 2010

E o NY Red Bulls venceu ao som de Olé!

Era para ser um amistoso, jogo para comemorar a inauguração da magnifica arena de US$ 200 milhões do NY Red Bulls. Estádio cheirando a novo, torcidas confraternizando nas arquibancadas (detalhe: sem separação), hino nacional brasileiro e americano cantados de pé: estava tudo pronto para começar o espetáculo. Mas foi só a bola começar a rolar em campo que deu pra ver que não seria um simples amistoso. O Santos, que veio com Neymar e Fábio Costa mas sem Robinho, e o Red Bulls, que tinha na torcida ninguém menos do que o lendário Franz Beckenbauer, foram com tudo para cima, não perdendo uma oportunidade para fazer falta.

O Santos, com a moral de quem está em uma boa fase no Brasil, não conseguia se acertar em campo. O Red Bulls percebeu isso e começou a se aproveitar. Um: Joel Lindpere abriu o placar e consequentemente entrou para a história como o marcador do primeiro tento da arena Red Bull. Dois: Mike Petke marcou mais um para os americanos. Três: nem bem Petke tinha acabado de comemorar e Dane Richards outro. Nas raras vezes em que o Santos chegava perto da bola era para ouvir o olé dos 25 mil torcedores.

Com um placar de 3x0, os times foram para o intervalo. No segundo tempo os donos da casa voltaram só para administrar a vantagem, enquanto que o Santos finalmente parecia ter acordado. Mas chute a gol, que é bom, nada. Foi assim até o último minuto da partida, quando finalmente Germano conseguiu marcar umzinho para os brasileiros. Ufa, pelo menos o de honra saiu.

Depois da partida, já noite, um show de fogos e luzes para encerrar a inauguração da arena. O estádio ficou perfeito: o sistema de som e a acústica são ótimos, os telões são gigantescos e a organização é excelente. Para os padrões do Brasil, 25 mil lugares pode parecer pouco. Mas isso é os Estados Unidos e "soccer" não está nem entre os 4 esportes mais populares. Legal que isso está mudando; lentamente, mas está avançando.

sábado, março 20, 2010

Hoje tem jogo!

Pois é, hoje tem um amistoso desse estranho esporte que os americanos insistem em chamar de Soccer. É uma partida para celebrar a inauguração da arena do NY Red Bulls, que custou só US$ 300 milhões e que, pelo que vi nas fotos, ficou show de bola.
Mas sabe o que é melhor de tudo? Eu estou indo assistir ao vivo! Isso mesmo, vou ver o NY Red Bulls jogar contra o Santos FC.

sexta-feira, março 19, 2010

Mapa de NY, versão Master System


E não é que funciona mesmo? Algum nerd desocupado deve ter perdido um bom tempo fazendo isso, hehehe.

sábado, março 13, 2010

Quatro horas na Magic City

Quando Miami estava se desenvolvendo, durante o século passado, algumas pessoas que passavam 1 ou 2 anos sem visitar a cidade se espantavam ao retornar: diziam que a cidade parecia crescer em um passe de mágica, tantas eram as diferenças que encontravam ao voltar à Miami. Desde essa época a cidade passou a ser carinhosamente apelidade de "The Magic City".

Hoje em dia embora já uma cidade bem estabelecia ainda resta aquele clima de magia. Isso é fato, pude perceber apenas em 4 horas que estive lá! Teria sido apenas uma espera entediante de uma escala na viagem de retorno a Nova Iorque se eu não tivesse alugado um carro pra fazer um pequeno tour.

Como o aeroporto não é muito longe da praia, aproveitei e fui pra South Beach curtir um pouco o mar. É isso mesmo, o mar: embora seja inverno aqui nos EUA, em Miami fazia 25C graus. Foram quatro horas bem aproveitadas, que me deixaram com vontade de voltar com mais calma e curtir um pouco mais.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Dos -10 aos 37 graus em 12 horas

Meio que sem aviso (pelo menos aqui no blog), estou de volta a este Brasilzão para 2 semaninhas de férias. Consegui colocar os presentes e muambas em uma só mala, e ainda no espaço que sobrou enfiei as minhas roupas. Depois de todas as tradicionais burocracias de embarque e um atraso de 3 horas, desembarquei em São Paulo para, como em todas as outras vezes, ser parado pela alfândega! Ah, meu histórico impecável: 100% das viagens de volta ao Brasil fui barrado; devo ter cara de contrabandista.

Dei graças a Deus que meu voo de SP para Porto Alegre era de tarde, pois eu teria perdido se tivesse marcado pela manhã. Assim, apesar dos atrasos, consegui chegar no Salgado Filho mais ou menos no horário previsto. Lá estavam me esperando meus pais e o grupo de amigos de sempre, não muitos mas fiéis. Muito obrigado aos que estavam lá!

Além dos parentes e amigos, também fui recepcionado por aquele calor tipicamente portoalegrense: 37 graus com umidade, daqueles em que as árvores não mexem uma folha, que à noite não te deixam pegar no sono. Sorte que já estava tudo preparado para que eu fugisse daquele inferno: meus pais alugaram uma casa na praia, e é da sacada que estou escrevendo esse post.

sábado, janeiro 23, 2010

Empire State of Mind


New York!!!!
Concrete jungle where dreams are made of,
There's nothing you can’t do,
Now you're in New York!!!
These streets will make you feel brand new,
the lights will inspire you,
Let's hear it for New York

sábado, janeiro 16, 2010

Roteiro do feriadāo

Segunda-feira é feriado de Martin Luther King e eu aproveitei a oportunidade pra dar uma fugida de Nova Iorque. Nesse momento estou escrevendo este post em Chicago, deitado na cama do hotel. Cheguei hoje de manhã (sábado) e fico até domingo. Segunda pego um carro pra ir fazer snowboard em Belleayre!
Fotos, aqui no blog, assim que possível.
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UPDATE: Fotos de Chicago