terça-feira, abril 28, 2009

Pânico pra quê?

Eu estava tentando evitar o assunto, mas não tem jeito: todo mundo quer saber minha "opinião" sobre a gripe do momento. Queria evitar por não ter nada a acrescentar à tudo o que tem sido repetido dia e noite.
Depois de tanto insistência, pensei que se há algo que eu posso contribuir é comparando o que tenho visto na imprensa americana e na brasileira, como a questão está sendo tratada.
A primeira vez que eu li alguma coisa sobre a gripe suína foi na sexta-feira passada, de relance, em um site brasileiro. Nem parece que fazem só 4 dias. Passei o olho sobre o título e nem mesmo cliquei para ler mais. Sábado eu vi que a notícia já era manchete no UOL e no Terra; liguei aqui a TV nos noticiários locais para ver o que estavam falando: comentavam de tudo, menos sobre a gripe. Procurei em sites americanos mas achei bem pouca coisa relevante, embora nesse dia tenham aparecido as primeiras suspeitas de contaminação em NY. Foi no domingo que a coisa caiu na mídia mesmo: com a confirmação de 8 casos entre estudantes do Queens, o prefeito Bloomberg foi à TV fazer um pronunciamento.
Ontem a notícia estava na capa de quase todos os jornais. No entanto, parece que os americanos não estavam tão interessados no assunto. A impressão que eu tenho é que os jornais e sites brasileiros que acompanho pela internet estão mais "apavorados" com a gripe suína do que os colegas daqui. Talvez seja sensacionalismo, talvez seja falta de assunto mesmo. Não há muito o que fazer caso a doença se transforme em uma epidemia mundial: a previsão é que levariam pelo menos 5 meses para criar uma vacina. As vezes aquele ditado que minha vó ensinou tem utilidade: se não pode ajudar, não atrapalhe. Deixar a população em pânico NÃO é uma forma de combater a doença.

A gripe suína tem deixado alguns japoneses assim


Só para constar, desde que começaram a aparecer casos aqui em NY só vi 1 pessoa usando máscara no rosto. O senhor, na casa dos 60 e poucos, usava uma azul no metrô e tinha uma inconfundível cara de mexicano.

domingo, abril 26, 2009

Esses americanos são loucos!

Juro, são loucos sim! Não vejo outra explicação para que deixem alguém sem experiência alguma pegar um caminhão baú e sair andando por Nova Iorque, na maior.
Como eu tinha já dito, domingo passado eu fui buscar alguns móveis para o apartamento com um caminhão alugado. Minha reserva era pra um mini-caminhãozinho: quando cheguei na locadora o cara falou que o veículo que eu tinha solicitado não estava disponível e me ofereceu um maior pelo mesmo preço.
Inacreditável que o funcionário nem mesmo perguntou se eu já tinha dirigido um truck alguma vez na vida: ele simplesmente me passou uma folinha com 5 regras básicas de como pilotar o bicho e me avisou pra não andar na Madison, na Quinta avenida, nas ruas que cruzam o Central Park e onde mais houvesse placa proibindo... Como se fosse a coisa mais simples do mundo!
Bom, lá saio eu do Queens indo pra Manhattan, do outro lado do Central Park, para buscar uma escrivaninha. E agora, como atravesar o parque se a maioria das ruas são proibidas? Lá vou eu fazer uma volta gigante até achar o endereço. E agora, onde estacionar, se não tem vaga? Lá vou eu ficar dando volta até achar uma "super-vaga" para colocar o caminhão. E fazer a ré sem ter como ver o carro de trás no retrovisor? Bom, pelo menos um senhor que estava passando resolveu me ajudar nisso, senão o prejuízo podia ser grande.
Mesa do computador dentro do caminhão, agora tenho que sair de Manhattan pro Brooklyn. Deve ser barbada, ainda mais com o GPS me ajudando, certo? O GPS mandou eu ir até o Battery Tunnel e eu fui, quem sou eu para desobedecer? Lá vou eu, passeando de caminhão pela Broadway, fazendo tudo o que o GPS manda.

Caminhão? Não estou vendo, onde?Parêntesis importante: se algum tempo atrás alguém me dissesse que em 2009 eu estaria:
1) em Nova Iorque!
2) andando na Broadway!!
3) dirigindo um caminhão!!!
Eu com certeza iria concordar com a pessoa. Sabe como é, com louco não se deve discutir :-p
Fim do parêntesis.

Onde eu estava? Ah, indo para o túnel. Já estava na "boca" e vi uma plaquinha bem pequena: SOMENTE CARROS E VANS.
Então tá, se eu quero ir pro Brooklyn vou fazer o óbvio: pegar a Ponte do Brooklyn... Lá se vai um caminhão de mudanças, passeando na frente do World Trade Center. Pena que eu precisei chegar na ponte pra descobrir que ela *também* é fechada para trucks.
Terceira tentativa: Ponte de Manhattan. Eu já estava tenso sentado naquele volante, minha coluna doía, acho que era o stress. Quando eu já estava achando que nunca mais ia conseguir sair da ilha, finalmente alguma coisa deu certo. Ponte livre para caminhões, ufa! Ah, tenho que dizer que depois que resolvi desobedecer o GPS ele não sossegou mais, queria que eu fizesse o retorno no meio da ponte e voltasse pelo túnel.
Depois de chegar no Brooklyn a coisa só andou. Fui até Staten Island, não sem antes pagar US$ 20 de pedágio, e peguei a cama, a estante para a TV, algumas outras miudezas, joguei no caminhão e toquei de volta para o meu ap. Às 10 da noite levei o caminhão de volta pra locadora e assim encerrei mais um dia de aventura :-)

Cantores de metrô

Essa foi a semana dos vídeos aqui no blog, então aí vai mais um, que eu mesmo filmei: um grupo que passa cantando e pedindo dinheiro nos vagões de metrô. Presta só atenção na quantidade de dinheiro dentro da sacolinha!

quinta-feira, abril 23, 2009

Nunca julgue pela aparência

O vídeo que vai a seguir não tem nada a ver com o tema desse blog. Mas o que Susan Boyle fez foi tão incrível e emocionou tanta gente que achei que não seria justo não compartilhar com vocês.




Susan Boyle: desconhecida 3 semanas atrás, hoje uma celebridade.

terça-feira, abril 21, 2009

Tentando entender a crise

Muita gente anda falando de uma tal de crise, mas será que todo mundo tem ideia da origem do problema e sabe porque tantas empresas estão sendo afetadas? O que será que são as hipotecas sub-prime? E alavancagem? Ainda bem que existe internet: eu achei uma animação bem legal que explica tudo isso de uma forma bem simples. Como não tem tradução, é hora de desenferrujar um pouco o Inglês!




Via Meio Bit.

sábado, abril 18, 2009

Programação para o fim-de-semana: Concerto no sábado, mudança no domingo

Hoje à noite vai ter um concerto comunitário e gratuito no centro Bom Pastor aqui na Roosevelt Island. Estão todos convidados a dar um pulinho aqui :-p
A programação é a seguinte:

Bach • Bartok • Brahms
Jean Schneider, piano
Gilad Harel, clarineta
Ralph Allen, violino
Iris Jortner, violoncelo

Já amanhã... vou ter que acordar cedo pra fazer mudança. Comprei alguns móveis para o apartamento e tenho que ir buscar. Quem der uma olhadinha nos arquivos desse blog vai ver que não é a primeira vez que eu alugo um caminhão de mudanças. Aqui funciona à moda faça-você-mesmo: eu só pago pelo veículo e tenho que me virar pra fazer o transporte da carga. Quando os móveis estiverem dentro do AP eu coloco umas fotos aqui no blog mostrando como ficou.

quinta-feira, abril 16, 2009

Lavanderia hi-tech

Hoje foi minha estreia (estréia não tem mais acento? que saco) na lavanderia do prédio. Nos EUA quase todo edifício que se preze tem uma lavanderia no subsolo, e hoje lá fui eu com meu cesto de roupa suja. A primeira coisa que vi é que as máquinas daqui funcionam com cartão, em vez das habituais moedinhas de 25 centavos.
Joguei tudo dentro da máquina e já fiquei feliz de ver que ela tem um compartimento pro amaciante, eu não preciso ficar esperando pra controlar quando é a hora de colocar o "comfort" na água. Mas o legal mesmo foi descobrir que a máquina tem como enviar uma mensagem de texto pro meu celular avisando quando ela acabar de lavar minha roupa. Agora a cereja do bolo: tenho como ver numa página da internet o que cada máquina da lavanderia está fazendo, simplesmente genial!
Quer dar uma espiada no BBB das máquinas de lavar e secar? É só clicar AQUI.

Assoprando a poeira

É, foi tanto tempo desde a ultima vez que postei alguma novidade aqui que já estava até criando uma camada grossa de pó nesse blog. A viagem ao Brasil, que era para ser coisa rápida de vinte e poucos dias, acabou se estendendo bem mais do que o previsto. Foi bom poder rever a família e os amigos, mas a indefinição sobre quando e se eu voltaria para NY estava sendo bem desgastante. Essa crise pegou muita gente boa desprevenida... mas felizmente deu tudo certo. Desde que retornei, no final de março, estive sempre atucanado: primeiro resolvendo pendências com a empresa que trabalho, depois correndo até encontrar um apartamento pra alugar, procurando móveis pra poder morar nele e internet pra poder escrever esse blog :)
Agora, que não preciso mais ficar ficar no saguão do prédio mendingando por um pouco de internet, esse blog vai voltar com tudo! Hoje começa com as fotos do novo apartamento e do prédio, como não poderia deixar de ser: