quinta-feira, dezembro 31, 2009

Balanço de um ano memorável

* Iniciei 2009 na Times Square;
* Bem no início do ano já tinha um avião aterrissando no rio Hudson;
* Logo depois, a posse do Obama marcou uma virada na política americana;
* Pude conhecer as Cataratas de Niágara, só não desci de barril;
* Fiz snowboard em Hunter Mountain;
* Tive "férias forçadas" no Brasil em fevereiro e março;
* Em abril me mudei para a Roosevelt Island e aluguei um caminhão mudanças;
* Logo depois de me mudar fui assistir ao Fantasma da Ópera na Broadway;
* Comprei uma bicicleta dobrável e conheci vários parques da cidade;
* Em maio fui de metrô pra praia de Coney Island e de carro pra Montauk;
* Comecei junho surfando em Ventor City;
* Participei do MP3 experiment na Roosevelt Island;
* Ainda no mesmo mês, show do Cirque du Soleil;
* Aprendi a cozinhar uma lasanha;
* Em julho, fui ao show de fogos no 4 de julho;
* Também fui numa excursão ao parque Six Flags e andei em umas 10 montanhas russas diferentes;
* Em agosto, comemorei meu aniversário com amigos no Outback;
* Em setembro fui ao Canadá, tomei banho no lago Ontário, conheci Toronto, subi na CN Tower e voltei à Niágara. De novo o guardinha não deixou eu descer num barril;
* Em outubro recebi a visita do meu pai e levei ele pra passear por tudo quanto foi canto aqui da região: Nova Iorque, Connecticut e Long Island;
* Novembro foi a vez de ir com amigos a um retiro na Pensilvânia;
* Na primeira nevasca do inverno fiz um boneco de neve;
* No natal recebi os colegas do banco no apartamento para uma ceia;
* Iniciei a última semana do ano vendo um jogo da NBA;
* E pra encerrar o ano, ufa, vou passar a virada novamente na Times Square!

Apagando as recordações de 2009 na Times Square

NBA ao vivo

Segunda passada (28/12) consegui com um vizinho uns ingressos para ir a um jogo da NBA: NJ Nets X Oklahoma Thunder. O Rafael, colega de trabalho, e a Raquel, sua esposa, me acompanharam na viagem de trem até Nova Jérsei. Depois de uma perdidinha básica dentro da estação, conseguimos chegar, atrasados, à arena Izod Center.

Entrei durante um dos showzinhos de intervalo, com muitas cheerleaders pulando e dançando na quadra. Claro que também tinha o tradicional mascote bobo tentando animar o público. Só tentando mesmo, pois o time da casa era muito ruim! Durante o jogo, se o Nets conseguiu ficar 3 vezes na frente no placar foi muito. Mesmo sendo um time meia-boca, o Thunder deu uma surra. Sempre que o time visitante tomava posse de bola e se preparava para atacar, começava a tocar uma música de suspense e os painéis do estádio começavam a piscar, acho que para atrapalhar a concentração dos adversários. Mas nada disso adiantou, quando o time é ruim não tem santo que ajude. O Rafael fez um comentário engraçado em um dos intervalos, quando colocaram times de crianças para jogar na quadra:
- Os guris jogam melhor que os profissionais!

Quando faltavam uns 10 minutos para acabar o jogo (quem conhece um mínimo sobre basquete sabe que 10 minutos são uma eternidade) o público começou a ir embora. Quando faltavam 30 segundos os próprios jogadores começaram a sair da quadra. Placar final: 89 x 105 para os Thunder, décima derrota consecutiva do Nets no campeonato.
Só não digo que não valeu a pena ter ido à partida porque o ingresso saiu de graça; mas da próxima vez que eu for assistir a um jogo, vou escolher um time bom pra torcer ;-)

Ah, dessa vez eu fiz um vídeo pra mostrar como é assistir, ao vivo, a um fracasso! hehehe

segunda-feira, dezembro 21, 2009

A verdadeira história do Papai Noel (*)

Papai Noel com bochechas rosadas e sorriso bonachão nasceu num poema anônimo, publicado no New York Sentinel, jornal que não existe mais, no 23 de dezembro em 1823. Chamava-se São Nicolau, ainda, era um elfo baixinho, carregava seu saco de presentes com o qual descia chaminés abaixo. Ali já estava a costura de um santo católico com mitos nórdicos. Tem três pais modernos: o poeta anônimo, um mordaz cartunista político analfabeto e um desenhista publicitário conhecido pelas moças seminuas pin-ups que traçava.

De origem mesmo, Papai Noel é personagem histórico, São Nicolau. Cinco santos católicos tem este nome, um deles papa. Do original, São Nicolau de Bari, pouco se conhece. Nasceu em Lícia, que hoje fica na Turquia, em finais do século 3. Órfão de pais ricos, peregrinou pela Palestina e Egito, abraçou o cristianismo. Era uma época tumultuada, finais do governo de Diocleciano, quando seguir Cristo já era atividade popular mas ainda coisa perseguida. Jovem ainda, Nicolau sacramentou-se padre e foi feito bispo de Mira, sua região natal.

Ficou preso e provavelmente foi torturado muitos anos até que ascendeu ao trono romano Constantino, em 306, que posteriormente cristianizou o império, em 312. Tempo de rancores – era preciso lidar com a turma que renegou Cristo para evitar a prisão; inventaram o sacramento da confissão por conta. Carecia também gerenciar o conflito entre o imperador e o papa Silvestre I, que disputavam o comando da Igreja. E, sobretudo, alguém precisava decidir o que afinal era Jesus Cristo.

Em 325 fez-se a primeira reunião de todos os bispos para afinar o discurso no Concílio de Nicéia. Nicolau era um dos defensores da tese da trindade – de que Cristo era Deus – e seu lado terminou por vencer o grupo que o via como um profeta, um homem entre homens. Os bispos decidiram também que evangelhos entravam na Bíblia e afastaram o cristianismo do judaísmo original, abolindo o sábado como dia de descanso e adotando o domingo, incluindo-se aí uma nova data para a Páscoa.

No entanto, ele é um santo embaraçoso para a Igreja contemporânea – na Enciclopédia Católica oficial, põe-se em dúvida até se participou ou não do concílio. Nem todos os bispos foram, só a maioria. Mas o bispado de Nicolau incluía a Anatólia, local do concílio – por que estaria ausente duma reunião em casa? Só que é embaraçoso: os milagres lhe atribuídos são um tanto incríveis e a Igreja implica com o encontro da religião com crendice popular. Uma vez, por exemplo, São Nicolau caminhou pelas águas do mar para salvar um pescador que ia afogando.

Chaminés e presentes

Seu feito mais lembrado é a história de um pai muito pobre que via suas três filhas chegando à idade de casar e não tinha dinheiro para o dote; sem marido, teriam de prostituir-se para viver. Nicolau, com sua roupa vermelha de bispo, rondou a casa à noite com três saquinhos de ouro; abriu a janela do quarto da primeira filha e depositou um; fez o mesmo no quarto da segunda e, como a terceira dormia na sala, jogou-o pela chaminé. O saquinho caiu dentro de uma meia que estava secando à lareira. Papai Noel, de barba branca, vestes rubras, com direito a meias e lareiras.

Apesar da ranzinzice católica, é um santo popularíssimo. Há mais igrejas erguidas em seu nome, na Europa, do que a cada um dos apóstolos individualmente. É o santo padroeiro da Grécia e da Rússia como o era de Nápoles, Sicília e Lorena em seus tempos de independência. Os restos mortais do santo foram transferidos para a Itália em 1087 e estão depositados numa igreja em Bari – daí São Nicolau de Bari. É padroeiro dos pescadores, dos banqueiros e dos penhores – o ícone das casas de penhora, três bolas, remetem às três bolsas de ouro.

É muito antiga a tradição de trocar presentes nesta época do ano. Na Europa latina, ficou por conta do 6 de janeiro, Dia de Reis. Mas na Europa do norte assumiu-se o 6 de dezembro, data da morte de São Nicolau. Foi Martinho Lutero, em sua luta contra os santos que instituiu o protestantismo, quem mudou isso. Em sua Alemanha natal, transferiu a data para o dia 25 e fez com que dissessem que era homenagem a Christkind, o menino Cristo. Na Inglaterra, assumiu no vácuo uma imagem pagã, um sujeito vestido com manto verde, coroa de ervas e barba castanha – Father Christmas, Pai Natal, que aparece como o Espírito do Natal Presente no Conto de Natal de Charles Dickens. Lutero fracassou na Holanda. O 6 de dezembro ainda é um dos parcos e mais importantes feriados nacionais.

Ainda hoje, com suas barbas brancas, o hábito vermelho e chapéu de bispo, atores vestidos de São Nicolau passeiam no início de dezembro por Berlim, Amsterdã, Copenhague e arredores.

De certa forma, Papai Noel é invenção holandesa: Sinter Klaas, São Nicolau em sua língua. Quando vieram assumir o controle de parte do nordeste brasileiro, em 1630, os homens de Maurício de Nassau trouxeram Sinter Klaas e mantiveram a tradição de que crianças deveriam ser presenteadas no dia de sua morte. Quando foram expulsos em 1654 e tomaram o rumo de Nova Amsterdã, na América do Norte, levaram seu dia sagrado – com o bispo generoso junto. E é aí que a fábula moderna começa a tomar sua forma pelas mãos de três homens.

Os dois primeiros pais de Noel

O poema foi publicado anônimo num jornal de Nova York em 1823. Chamava-se ‘Twas the night before Christmas – “Era a noite anterior ao Natal; em toda a casa nenhuma criatura movia, nem mesmo um camundongo. As meias, penduradas na chaminé com cuidado, indicavam a esperança da vinda de São Nicolau.” Durante muitos anos, foi atribuído ao teólogo Clement Moore mas, recentemente, decidiu-se que o autor é o poeta romântico Henry Livingstone, conhecido pelos versos ligeiros.

São doze estrofes, uma graça de poema para crianças, e muito do clima do Natal holywoodiano está ali. Descreve um pai de sono leve que, enquanto mulher e filhos dormem, percebe que algo aterrissou no telhado – então alguém desce pela chaminé, sai todo sujo de fuligem. “Seus olhos, como brilhavam! Suas rugas, quão felizes! Suas bochechas, como rosas, seu nariz como uma cereja e a barba branca como a neve … Ele era gordinho e bonachão, um elfo feliz.” O poema foi recebido com tal gosto nos EUA que não houve Natal em que não tenha sido republicado desde então.

Liorma vingstone era de família holandesa chegada na região no tempo em que Nova York era Nova Amsterdã, menos de um século antes. São Nicolau persistia na tradição da comunidade holandesa, mas era só entre eles. A esta altura, Nova York já tinha a cara do caldeirão de culturas européias e negras que produziu a cidade mais cosmopolita do mundo. E, de alguma forma, São Nicolau tomou ali a forma de elfo.

Toda a Europa tem lendas de gente pequena que varia de todas as formas: leprechauns, duendes, elfos – gente boa ou má, mágica ou não. O elfo do poema é um tomte sueco, do tipo anão de jardim que inspirou Walt Disney em sua Branca de Neve, bonzinhos e corados. Não é coisa holandesa mas de alguma forma, na mistura novaiorquina, assim ficou no poema, quebrando a sisudez do bispo católico e estendendo o fascínio pelo santo.

Thomas Nast veio criança para os Estados Unidos. Seus pais, alemães pobres, não sabiam o que fazer com o filho incapaz de estudar – talvez fosse disléxico, pois inteligência jamais lhe faltou. Ficou anos na escola e jamais aprendeu a ler. Mas desenhava horrores. Quando a Guerra Civil norte-americana estourou, a imprensa local cresceu por conta da ansiedade de saber notícias dos filhos e maridos na luta ao sul. As cenas de batalha de Nast, encravadas em madeira para impressão nos jornais, fizeram com que sua carreira deslanchasse. Publicava, principalmente, na Harpar’s Weekly, que ainda circula hoje, mensal, com o nome Harpar’s Bazaar.

Seu primeiro Papai Noel saiu na edição do Natal de 1862. Tinha feito sua mulher ler e reler ‘Twas the night before Christmas para inspirá-lo. Outras imagens do santo já haviam aparecido aqui e ali, mas a habilidade de Nast lhe permitia captar o clima mágico do poema como nunca dantes. A lareira com as meias penduradas, o elfo bonachão, uma certa felicidade ingênua. Fumava cachimbo e não tinha mais chapéu de bispo, substituído por um gorro. (Qualquer semelhança com o saci, de pito e carapuça, não é mera coincidência – têm a mesma origem no imaginário.)

Nast também tomou certas liberdades. Fixou residência de Sinter Klaas, já americanizado para Santa Claus, no Pólo Norte – não seria de nenhum país. Providenciou-lhe também uma fábrica de brinquedos na qual outros elfos, como ele, trabalhavam. E, se São Nicolau sempre andara a pé pelas ruas ou a cavalo, Thomas Nast decidiu que renas voadoras puxando-lhe um trenó eram mais adequadas. Estas, ele deve ter pescado da lenda finlandesa do Pai Inverno, o velho que anda de casa em casa e, quando bem recebido, provê para que a temperatura seja amena à família. Por fim, Nast decidiu que nem toda criança seria presenteada. Só as boazinhas.

Thomas Nast era mordaz na caricatura dos candidatos à presidência que não apoiava – e elegeu todos com quem simpatizava. Foi num cartum seu que pela primeira vez apareceram o burro, representando o Partido Democrata e o elefante, dos Republicanos. Inventou também o circuito de palestras para clubes e associações que até hoje sustentam jornalistas conhecidos. Durante 24 anos, publicou 76 imagens de Natal. Ele, que jovem custou a dominar o inglês, morreu rico, embaixador dos EUA no Equador, em 1902.

O marketing de Natal

Os entalhes de Nast e o poema de Henry Livingstone criaram um dos primeiros fenômenos da propaganda. Na década de 1880, uma loja de Boston contratou um ator para vestir-se de Papai Noel – era um escocês que adorava crianças e atiçou filas dia após dia de pessoas que ouviam de sua presença e traziam seus filhos dos lugares os mais distantes, pegando trem, enfrentando horas de viagem. A notícia de que o truque funcionava atravessou o Atlântico e, na década seguinte, na Inglaterra, Pai Natal – de verde e moreno, igualmente bonachão – passou a bater ponto no comércio.

A Coca-cola adotou o Papai Noel em suas propagandas nos anos 20 do século passado – era só mais uma empresa atacando o filão conhecido e rentável. Mas custou a dar certo. A empresa, já grande e de escopo nacional, trabalhava com uma penca de agências publicitárias concentradas em Chicago. Em 1931, repassou sua propaganda de Natal para o estúdio de Haddon Sundblom, um dos mais talentosos ilustradores de sua geração, comparável a Norman Rockwell e Alberto Vargas.

Sundblom era um sujeito alto, 1,92m, dono duma voz grave do tipo que se impõe em quaisquer discussões. Pintava a óleo e acrílico, sua especialidade eram as nuances de luz num ambiente escuro. Baseava-se sempre em modelos vivos: sua mulher, seus filhos, vizinhos – quem fosse. Entre seus feitos, o sujeito no rótulo das aveias Quaker. E também, nos anos 40 e 50, pin-ups – a sensualidade, biquínis curtos para o tempo, moças curvilíneas. A impressão a cores na capa e contracapa de revistas como a Seleções de Reader’s Digest popularizava-se nesta época e os outdoors já seguiam espalhados pelo país.

Papai Noel era seu vizinho: Lou Prentice, um caixeiro viajante aposentado. Anos depois, as lendas fizeram parecer que Papai Noel adotara as cores da Coca-cola; paranóia, foi coincidência, vestiu-se sempre de vermelho. Mas o cinturão e as botas pretas foram obra de Haddon Sundblom. Como foi sua humanização definitiva – os elfos continuaram, mas apenas entre seus ajudantes. E o cachimbo, naquele Natal de 1931, foi substituído por uma garrafa pequena do refrigerante. As cores intensas, a luz aconchegante de lareira e, principalmente, o alcance da verba publicitária da Coca-cola que espalhou a imagem por todos os EUA, fizeram de seu Papai Noel o definitivo. É, até hoje, o “Papai Noel tradicional”. Só que havia carisma, ali – vários desenhistas a serviço da empresa haviam tentado sem sucesso.

Sundblom cuidou da propaganda natalina da Coca-cola até 1964, quando a verba migrou para a tevê. Após a morte de Prentice, Papai Noel passou a ser seu auto-retrato. Morreu em 1976 – não sem antes confessar à revista Rolling Stone que jamais conseguiu suportar o gosto do refrigerante.

A chegada ao Brasil

Influenciado pelas origens na Europa latina, a troca de presentes no Brasil colônia se dava no Dia de Reis, 6 de janeiro, como ainda acontece na Argentina. O comum era a oferta de comida, mas era a época que os escravos ganhavam novas mudas de roupa, também. O símbolo do Natal era o presépio, inventado provavelmente por São Francisco, quando criou a Missa do Galo.

Segundo Luís da Câmara Cascudo, principal folclorista brasileiro e contemporâneo de Sundblom, Papai Noel chegou ao Brasil na década de 1920, importado junto com o cinema e o rádio. Mas bem no início ainda era São Nicolau, com chapéu de bispo e hábito. No pós-guerra, com a popularização dos importados norte-americanos – plásticos, a edição brasileira das Seleções e Coca-cola, chegou o Papai Noel definitivo.

Mas não só no Brasil: também na Inglaterra, na França, na Espanha, Portugal, Itália e boa parte da América Latina. Na Inglaterra, a imagem do velho simpático substituiu a do Father Christmas, mas o nome permaneceu. De lá, os franceses importaram o apelido para chamá-lo Père Nöel – Pai Natal, literalmente. Espanha e Portugal tomaram emprestado do vizinho e puseram pai no diminutivo: Papá Noel, Papai Noel. Por que não traduziram Nöel? Esta cabe ao Sérgio Rodrigues, vizinho cá de NoMínimo, responder.

De toda forma, não é correto dizer que Papai Noel é uma invenção da Coca-cola ou que seja folclore de todo artificial. São Nicolau é santo importante e querido dos portugueses, Sinter Klaas andou por Pernambuco e, em seus tempos de elfo, teve a mesma origem remota do Saci Pererê. É, no fim, produto da geléia geral de misturas que deu origem à cultura das Américas, um dos primeiros frutos da globalização em seu melhor sentido.

(*)Post escrito em 2004 por Pedro Doria em NoMinimo e reproduzido aqui com autorização. Boas festas a todos os leitores!

sábado, dezembro 19, 2009

Está nevando

Primeira neve deste inverno e a cidade já está toda coberta de branco, prenúncio de uma longa temporada de snowboard e ski que está chegando!

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ATUALIZAÇÃO: A neve está ficando forte, olha só como já está agora à noite.

Só a título de curiosidade, o ano passado começou a nevar um pouco mais cedo: 6 de dezembro, mais precisamente. Lembram deste post?

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Decoração de natal + Guitar Hero = NERD


Ter dinheiro pra esse tipo de brincadeira é outra coisa! Enquanto isso eu ainda não nem comprei um pinheirinho pra colocar dentro de casa, hehehe.

terça-feira, novembro 10, 2009

Apagão no Brasil, impacto mundial

O apagão que ocorreu há pouco no Brasil já teve uma repercussão enorme aqui nos Estados Unidos. CNN e Fox News foram as primeiras a dar a notícia. Todos os brasileiros que são entrevistados parecem estar muito preocupados com a imagem do país "lá fora", na linha do "meu Deus, o que vão pensar do país que quer receber as Olimpíadas em 2016?".

Mas até agora o que mais me chamou a atenção foi a coincidência deste black-out ter ocorrido apenas 2 dias depois de um programa da emissora CBS ter mostrado que os últimos apagões que ocorreram no Brasil em 2005 e 2007 foram causados por ação deliberada de hackers. Dêem uma olhada no vídeo:

Watch CBS News Videos Online
TRADUÇÃO
OBAMA: Agora já está claro que estas cyber-ameaças são um dos maiores desafios para a economia e a segurança nacional, que nós, como nação, temos que encarar. [...]
Nós sabemos que cyber-invasores já bisbilhotaram nosso sistema de distribuição de energia e em outros países cyber-ataques deixaram cidades inteiras no escuro.
REPORTER: O presidente Obama não citou o nome do país que ficou na breu, mas nossas fontes militares, de inteligência e comunidades de segurança nos dizem que o presidente estava se referindo ao Brasil.
Varias importantes fontes de inteligências confirmam que houve uma série de ataques no Brasil, um deles ao norte do Rio de Janeiro em janeiro de 2005 que afetou 3 cidades e dezenas de milhares de pessoas. Um outro evento muito maior, começando em 26 de setembro de 2007 no estado do Espirito Santo, afetou mais de de 3 milhões de pessoas e dúzias de cidades durante 2 dias, causando sérios problemas. Em Vitória, a maior produtora mundial de minério de ferro ficou com 7 fábricas paradas, o que ocasionou um prejuízo de US$ 7 milhões. Não está claro quem fez isso, ou quais os motivos. No entanto, hoje em dia não são mais adolescentes fazendo travessuras: provavelmente são soldados altamente treinados pelo exército chinês ou integrantes de organizações criminosas na Russia, Europa ou Américas.


E ai: será que agora também foi sabotagem ou tudo não passa de uma coincidência mesmo? Se depender do governo ou do ministro Lobão (que rima com apagão), nunca saberemos.

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ATUALIZAÇÃO:
De forma bem reservada, parece que o gabinete de segurança institucional do governo começa a considerar a possibilidade de o ataque ter sido causado por hackers, como mostra uma matéria da Folha de São Paulo.

sexta-feira, outubro 09, 2009

A cara bonita de New York


Fotos © Claudio Versiani

sexta-feira, setembro 25, 2009

A cara bonita de New York


Fotos © Claudio Versiani

sexta-feira, setembro 11, 2009

8 anos depois...

Hoje é um aniversário que ninguém gosta de lembrar. Já fazem 8 anos, parece que foi ontem...

A foto foi eu mesmo que fiz ontem quando voltava pra casa. Percebi que havia alguma coisa diferente quando olhei para o Sul de Manhattan, em direção ao local onde ficava as torres gêmeas do World Trade Center.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Oh, Canada!

Sexta-feira à noite estou embarcando para uma viagem de 3 dias ao Canadá. Já tirei o visto, agora é arrumar a mochila e montar o roteiro. Ainda não decidi todos os lugares que vou ir, mas sei que vou em:

1) Toronto: Atá agora, a única coisa que ouvi falar de lá é a CN Tower (foto). Certo que eu vou subir. Dizem que lá em cima o chão é de vidro, estou louco pra ver!


2) Niagara Falls
(no lado canadense): conheço a parte americana, mas quando fui era inverno. Agora é hora de aproveitar o verão e ir no lado canadense, pegando um barquinho até o pé da cachoeira.


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ATUALIZAÇÃO: As fotos da viagem ao Canadá e à Niagara estão no Flickr.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Agradecimento

Nos últimos dias, e especialmente hoje, muitos me ligaram, mandaram email, chamaram pelo MSN, deixaram recado no Orkut e Facebook ou mesmo me cumprimentaram pessoalmente pelo meu aniversário. A todas estas mais ou menos 100 pessoas, meus agradecimentos sinceros.

Em datas especiais como hoje a saudade bate um pouco mais forte. E é pra matar um pouco da saudade dos que estao aí do outro lado que vou começar a escrever mais frequentemente por aqui. Em breve o blog volta a ter novidades, começando pela viagem ao Canadá em Setembro!

A cara bonita de New York


Fotos © Claudio Versiani - Nova Iorque está exatamente com esta cara de chuva hoje.

sexta-feira, agosto 21, 2009

NY na História

Manhattan, vista do topo do Rockefeller Center, 1932.

sexta-feira, agosto 14, 2009

A cara bonita de New York


Fotos © Claudio Versiani

sexta-feira, agosto 07, 2009

NY na História


Nova Iorque, julho de 2001. Reparem no tom já desbotado da foto.

sexta-feira, julho 31, 2009

A cara bonita de New York


Fotos © Claudio Versiani

sexta-feira, julho 24, 2009

NY na História


Broadway, esquina com a rua 42, em 1880.

quarta-feira, julho 22, 2009

Caubói Pelado quer ser prefeito de Nova Iorque

Saiu no UOL:
O "Naked cowboy" que posa com os turistas na Times Square anunciou nesta terça que vai apresentar sua candidatura para prefeito de Nova Iorque.

O caubói louro, uma das atrações turísticas mais famosas de Nova Iorque, informou sem seu site que fará um anúncio formal nesta quarta, em plena Times Square.

Com seu chapéu e suas botas brancas, usando apenas uma cueca, Robert Burck, de 38 anos, ganha milhares de dólares posando com seu violão ao lado de turistas no centro de Manhattan.

"Ninguém sabe melhor do que eu como fazer mais com menos, e é esse tipo de reflexão que quero compartilhar com meus amigos nova-iorquinos quando me elegerem", afirma Burck.

O atual prefeito Michael Bloomberg, que quer disputar um terceiro mandato, é o grande favorito nas eleições de novembro.

sexta-feira, julho 17, 2009

A cara bonita de New York


Local da foto: Roosevelt Island - © Claudio Versiani

Show de fogos no 4 de julho

Em vez de fotos, vai um vídeo, que é bem melhor e fazia tempo que eu não criava um!

O espetáculo durou quase meia hora, patrocinado pela Macys.

sexta-feira, julho 10, 2009

NY na História


Navio Queen Mary trazendo para casa soldados americanos da Segunda Guerra.

sábado, julho 04, 2009

Independence day


Esse é o meu primeiro 4 de julho aqui nos EUA e hoje a noite tem um show de fogos em Manhattan, à beira do Rio Hudson. Vou tirar umas fotos e depois mostro aqui no blog.

sexta-feira, julho 03, 2009

A cara bonita de New York


Fotos © Claudio Versiani

sexta-feira, junho 26, 2009

NY na História

Rua Mulberry, Manhattan, por volta de 1900.

segunda-feira, junho 22, 2009

The Mp3 Experiment Six


Eu estava !

domingo, junho 21, 2009

Mais Cirque du Soleil

Uma das coisas quem achei mais engraçadas no Kooza foi a participação do público. Além dos palhaços no meio da plateia, roubando as pipocas e jogando na cabeça das pessoas (sério!), durante o espetáculo foram escolhidas algumas "vítimas" para brincadeiras e pegadinhas. A cara de assustada da senhora que estava numa cadeira que teve um "probleminha técnico" durante o show me matou muito!

Na parte das apresentações "sérias", uma das que mais impressionou foi o espetáculo da corda-bamba. Os caras correm, dançam, pulam corda e andam de bicicleta a uns 8 metros do chão! Cuidado, spoiler: o vídeo a seguir mostra os equilibristas da corda. Aos 7 minutos está a parte mais legal do vídeo:

quinta-feira, junho 18, 2009

Cirque du Soleil: Genial!

Só uma coisa a dizer: valeu até o último centavo dos 62 dólares pagos!

terça-feira, junho 16, 2009

Uma lasanha em Nova Iorque

Quem mora sozinho ou aprende a cozinhar ou passa fome, porque comer fora todo dia não é pra qualquer bolso. Sendo assim, resolvi aprender a fazer lasanha. Como? Lendo e olhando vídeos no YouTube, ora pois. E alguém tem ideia de quanto custa para fazer uma?

Pacote de massa para lasanha: $2,49
Lata de molho de tomate 225g: $1,00
300g de carne moída de primeira: $3,62
100g de queijo fatiado: $1,67
100g de presunto: $1,97
Creme de leite 225g (para o molho branco): $2,30
Meio litro de leite (para o molho branco): $0,60

Claro que ainda faltou contar o sal e o óleo. Então, quem chutou alguma coisa entre 14 e 15 dólares acertou. Quinze dólares por uma lasanha para 4 pessoas ou para quatro noites de janta em casa!

domingo, junho 07, 2009

Curtas

* Mais um fim de semana, mais 2 praias! Hoje fui para Atlantic City e Ventnor City, no estado de New Jersey. Fui de ônibus até lá. A passagem ida e volta custa US$ 35 e leva umas 2 horas e meia pra chegar, mas com certeza vale a pena, acho que é a melhor praia dos ultimos três fins de semana, hehehe. Quando der eu coloco umas fotos aqui no blog ou no Orkut.

* Essa é engraçada, eu queria contado antes: já faz mais de 10 dias que uma loja de games em Manhattan foi atacada por abelhas, centenas de abelhas! Quem olhava de fora via os empregados trancados dentro da loja olhando com cara de assustados para as abelhas que estavam querendo entrar. Pra acabar com as abelhas tiveram que chamar um especialista, usando aquelas roupas especiais, que trouxe uma isca com o cheiro da abelha rainha para capturar o enxame.


* Outra notícia velha, do mesmo dia dessa "festa das abelhas": fecharam o trânsito na Times Square para fazer uma feira ao ar-livre. O negócio ficou parecendo a Voluntários da Pátria em Porto Alegre, ou a 25 de Março em São Paulo, cheio de camelôs!

segunda-feira, junho 01, 2009

Praias!

Nos últimos 2 finais de semana eu pude ir pra praia! Por enquanto, só passeio mesmo, pois ainda está meio frio pra entrar na água.

No feriado de Memorial Day (25 de maio) estava quase 30 graus e eu resolvi ir para Coney Island, praia que fica aqui na cidade de Nova Iorque mesmo, uns 20 km da minha casa. Coney IslandChegar lá foi rápido, foi só pegar o metrô da linha F, que passa aqui perto de casa. Foi legal que consegui até levar a bicicleta. É tranquilo entrar com uma bike no metrô, e no caso da minha bicicleta desmontável é mais fácil ainda. Apesar dessa facilidade, a praia não era tão legal quanto eu imaginave, os farofeiros de Nova Iorque invadem Coney Island todo fim de semana. Talvez seja um pouco de preconceito, mas como tinha gente feia lá, meu Deus! Pra dar umas pedaladas tudo bem, mas ficar na areia da praia no meio da multidão não é muito legal não. Fora a praia, Coney Island tem outras atrações, como um Aquarium e um parque que tem uma montanha-russa e uma roda-gigante famosos, nada muito interessante.

MontaukIsso foi no outro fim de semana. No último domingo eu fui em outra praia, chamada Montauk, em Long Island. Tirando a água, que é fria igual nos dois lugares, Montauk é o oposto de Coney Island. Enquanto a praia dos "farofeiros" é perto e o metrô é o meio de transporte oficial, Montauk fica longe (quase 200 km) e o carro é a melhor forma de chegar lá. Só a viagem de carro já valeria a pena, pois há vários lugares para parar e curtir a paisagem. A praia em si é tranquila, tem muita gente bonita e com dinheiro. Claro que onde se os ricos vão pra lá, os seu barcos acompanham. Barcos, muitos barcos!

Farol de MontaukO farol, que fica na ponta de Long Island, é antigo, bonito, bem conservado e bem alto. Eu até que fiquei com um pouco de vontade de entrar lá, mas a vontade passou rapidinho quando eu pensei que iria pagar 8 dólares pra subir sei lá quantos mil degraus!

quarta-feira, maio 27, 2009

Quero ir pra NY, como faço?

Essa é uma pergunta que eu tenho ouvido de várias pessoas com frequência cada vez maior. Tava na hora então de colocar um "passo-a-passo" com tudo o que é necessário para vir para os EUA. Como o texto ficou grande, eu já vou contar o final da novela: dá pra fazer essa viagem com 3 mil reais (#prontofalei).

Item número 1 da lista: tirar o passaporte. O passaporte é o documento emitido pelo governo brasileiro para quem quer viajar para outro país. Ele é como se fosse uma carteira de identidade internacional. Para viagens aos vizinhos do Mercosul ele não é necessário, mas quase todos os outros países vão exigir um passaporte, não é só os EUA.
E pra fazer o passaporte, é fácil? Resposta simples: sim, é fácil e dá pra encaminhar pela internet. A Polícia Federal é o orgão responsável pela emissão desse documento, basta entrar no site da PF clicando AQUI e preencher os formulários. A parte ruim vem no final: ao acabar o preenchimento é gerado um boleto com a taxa do passaporte. Qual o valor? Cento e cinquenta e seis reais. Bom, passado o susto da facada, ainda no site da PF é feito o agendamento para ir lá tirar foto, levar a documentação necessária e apresentar o boleto, que obviamente já deve estar pago.
RESUMO:
O quê: Passaporte
Quanto: R$ 156 de taxa
Como: Agendamento pela internet, fotos e documentos na Polícia Federal
Quanto tempo: 30 minutos para tirar a foto, 1 semana para ficar pronto
Documentos: Identidade, CPF, Titulo de eleitor, comprovante de votação e certificado de reservista. Menores de 18 anos precisam preencher uma autorização e levar também a certidão de nascimento.
Onde: Rua Walter Spalding, 50 - Azenha - Porto Alegre

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Passaporte na mão, é hora de conseguir o visto, segundo item da nossa lista (e o mais chato). Visto é uma permissão concedida para entrar em algum país. Quem quer passear no Japão vai no consulado japonês pedir o visto para a japinha que trabalha lá. Se você quer ir pra Cuba vai ter que conversar com os camaradas del comandante Fidel. E quem quer ir para Nova Iorque, consegue o visto aonde? Essa é difícil, vou dar 4 opções:
A) Consulado do Cazaquistão, embaixador Borat;
B) Casas Bahia;
C) Consulado dos Estados Unidos da América;
D) Todas as anteriores.
Se você respondeu C sem olhar a resposta, parabéns! Você pode se considerar mais inteligente que a média da população. Se respondeu A, B ou D não desista, uma hora vai vir uma pergunta fácil e você acerta.
Ih, perdi o foco, do que eu estava falando mesmo? Ah do visto. E por qual razão essa é a parte mais chata? Elementar, porque o consulado americano mais perto de POA fica em... São Paulo. Como é inevitável ter que ir lá, aproveite para tirar uns 2 ou 3 dias pra passear, já que a passagem pra terra da garoa tá por menos de R$ 150 no site da Azul. A data para tirar o visto tem que ser agendada pelo site do consulado. Aqui, nova facada: taxa de R$ 38 no cartão de crédito MAIS outra taxa de 131 dólares que TEM que ser paga no Citibank. Com os americanos estão meio paranóicos depois do 11 de setembro, é bom se preparar psicologicamente para trocentas burocracias no consulado, é uma manhã inteira perdida. Leve tudo que mostre que você tem vínculos com o Brasil: registro do carro, carteira de trabalho, extrato da poupança, carnê de prestação do imóvel, declaração de imposto de renda, etc e tal. É certo que vão perguntar quanto tempo você pretende ficar nos EUA, quando pretende viajar e onde vai ficar hospedado. Depois de vencer toda a burocracia infernal e ouvir a famosa frase "visto concedido, boa viagem", pegue o formulário que eles vão dar e preencha com seu endereço do Brasil, pois o visto vai ser enviado via Sedex pra sua casa (aqui você marcha com mais uns 30 reais).
RESUMO:
O quê: Visto
Quanto: Taxa de R$ 38 + taxa de US$ 131 + ida e volta para SP (uns R$ 350) + R$ do Sedex. Não mais do que 750 reais pra quem sabe aproveitar as promoções da Gol. Ou pra quem vai de ônibus :-p
Como: Agendamento pela internet, entrevista no consulado em SP
Quanto tempo: Uma manhã inteira lá dentro, 1 semana para o visto chegar na sua casa.
Documentos: Os básico de sempre (identidade, CPF, certidão de nascimento/casamento), uma foto tamanho 5x5 e qualquer coisa que comprove seus vínculos com o Brasil.
Onde: Rua Henri Dunant, 500, Chácara Santo Antônio, São Paulo SP

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Passou por tudo isso e ainda está vivo? Então é hora de comprar a passagem aérea! Os sites Kayak e Travelocity são bons para comparar os preços das passagens internacionais. Eu estive olhando e vi que na baixa temporada, que vai de Abril até Novembro, tem passagem São Paulo-Nova Iorque ida e volta por menos de 750 dólares pela Delta, com todas as taxas incluídas e financiado sem juros no cartão. Com o dólar a 2 reais e a passagem POA-SP por menos de 200, dá quase pra garantir que a despesa aérea vai ser menos de 2 mil reais.

RESUMÃO DA NOVELA:

O que fazer:
1) Passaporte - PF de Porto Alegre - R$ 156
2) Visto - Consulado americano de SP - uns R$ 700
3) Comprar as passagens pela internet - menos de R$ 2.000
Quanto tempo: em 1 mês dá pra providenciar tudo
Totalzão de despesas: 3.000 reais, chutando por cima
Viu só? Não é tão difícil assim vir aqui me visitar. Esse total pode biaxar ainda mais, pois além de estarem dizendo que o preço da passagem São Paulo/NY vai cair pra uns US$ 450, o dinheiro do Obama não para de desvalorizar: não duvido que volte a ficar em torno de R$ 1,70.
Ah, antes que eu esqueça, tenho uma promoção imperdível: os primeiros que vierem a Nova Iorque vão ganhar uma linda foto, publicada neste blog de grande circulação, inteiramente GRÁTIS!

quinta-feira, maio 14, 2009

Curtas

* Já tenho carteira de motorista, conta em banco e cartão do seguro social americano, só faltava mesmo poder votar. Agora não falta mais. Amanhã tem eleição aqui na Roosevelt Island para escolher 2 novos membros para o "comite gestor", uma espécie de câmara de vereadores da ilha. Para votar, basta ser morador, mesmo quem não é cidadão americano pode escolher seus candidatos! Pena que nas eleições "de verdade" (presidente, governador, prefeito, etc) a regra seja diferente... seria legal poder escolher o prefeito que irá suceder o Bloomberg no comando de Nova Iorque.

* Semana passada recebi a visita do Junior Macari. Ele estava voltando de Las Vegas para o Brasil e fez uma escala aqui. Parece que ele gostou muito da cidade (e quem não gosta?). Espero que ele tenha sido o primeiro mas não o último a me visitar aqui. Em breve vou escrever um post com um passo-a-passo de como conseguir toda a documentação para vir para os EUA. É bom aproveitar, o preço das passagens está despencando e o dólar está numa cotação boa e tende a melhorar.

* Ontem comprei uma bicicleta. Mas não uma bicicleta qualquer, é uma bicicleta dobrável! Ela é excelente pra carregar dentro do metrô e até mesmo para guardar dentro do apartamento, cabe num cantinho dentro do closet. Como eu adoro o Craigslist, é tão fácil comprar e vender coisas usadas... bem que esse site poderia funcionar direito no Brasil.

terça-feira, abril 28, 2009

Pânico pra quê?

Eu estava tentando evitar o assunto, mas não tem jeito: todo mundo quer saber minha "opinião" sobre a gripe do momento. Queria evitar por não ter nada a acrescentar à tudo o que tem sido repetido dia e noite.
Depois de tanto insistência, pensei que se há algo que eu posso contribuir é comparando o que tenho visto na imprensa americana e na brasileira, como a questão está sendo tratada.
A primeira vez que eu li alguma coisa sobre a gripe suína foi na sexta-feira passada, de relance, em um site brasileiro. Nem parece que fazem só 4 dias. Passei o olho sobre o título e nem mesmo cliquei para ler mais. Sábado eu vi que a notícia já era manchete no UOL e no Terra; liguei aqui a TV nos noticiários locais para ver o que estavam falando: comentavam de tudo, menos sobre a gripe. Procurei em sites americanos mas achei bem pouca coisa relevante, embora nesse dia tenham aparecido as primeiras suspeitas de contaminação em NY. Foi no domingo que a coisa caiu na mídia mesmo: com a confirmação de 8 casos entre estudantes do Queens, o prefeito Bloomberg foi à TV fazer um pronunciamento.
Ontem a notícia estava na capa de quase todos os jornais. No entanto, parece que os americanos não estavam tão interessados no assunto. A impressão que eu tenho é que os jornais e sites brasileiros que acompanho pela internet estão mais "apavorados" com a gripe suína do que os colegas daqui. Talvez seja sensacionalismo, talvez seja falta de assunto mesmo. Não há muito o que fazer caso a doença se transforme em uma epidemia mundial: a previsão é que levariam pelo menos 5 meses para criar uma vacina. As vezes aquele ditado que minha vó ensinou tem utilidade: se não pode ajudar, não atrapalhe. Deixar a população em pânico NÃO é uma forma de combater a doença.

A gripe suína tem deixado alguns japoneses assim


Só para constar, desde que começaram a aparecer casos aqui em NY só vi 1 pessoa usando máscara no rosto. O senhor, na casa dos 60 e poucos, usava uma azul no metrô e tinha uma inconfundível cara de mexicano.

domingo, abril 26, 2009

Esses americanos são loucos!

Juro, são loucos sim! Não vejo outra explicação para que deixem alguém sem experiência alguma pegar um caminhão baú e sair andando por Nova Iorque, na maior.
Como eu tinha já dito, domingo passado eu fui buscar alguns móveis para o apartamento com um caminhão alugado. Minha reserva era pra um mini-caminhãozinho: quando cheguei na locadora o cara falou que o veículo que eu tinha solicitado não estava disponível e me ofereceu um maior pelo mesmo preço.
Inacreditável que o funcionário nem mesmo perguntou se eu já tinha dirigido um truck alguma vez na vida: ele simplesmente me passou uma folinha com 5 regras básicas de como pilotar o bicho e me avisou pra não andar na Madison, na Quinta avenida, nas ruas que cruzam o Central Park e onde mais houvesse placa proibindo... Como se fosse a coisa mais simples do mundo!
Bom, lá saio eu do Queens indo pra Manhattan, do outro lado do Central Park, para buscar uma escrivaninha. E agora, como atravesar o parque se a maioria das ruas são proibidas? Lá vou eu fazer uma volta gigante até achar o endereço. E agora, onde estacionar, se não tem vaga? Lá vou eu ficar dando volta até achar uma "super-vaga" para colocar o caminhão. E fazer a ré sem ter como ver o carro de trás no retrovisor? Bom, pelo menos um senhor que estava passando resolveu me ajudar nisso, senão o prejuízo podia ser grande.
Mesa do computador dentro do caminhão, agora tenho que sair de Manhattan pro Brooklyn. Deve ser barbada, ainda mais com o GPS me ajudando, certo? O GPS mandou eu ir até o Battery Tunnel e eu fui, quem sou eu para desobedecer? Lá vou eu, passeando de caminhão pela Broadway, fazendo tudo o que o GPS manda.

Caminhão? Não estou vendo, onde?Parêntesis importante: se algum tempo atrás alguém me dissesse que em 2009 eu estaria:
1) em Nova Iorque!
2) andando na Broadway!!
3) dirigindo um caminhão!!!
Eu com certeza iria concordar com a pessoa. Sabe como é, com louco não se deve discutir :-p
Fim do parêntesis.

Onde eu estava? Ah, indo para o túnel. Já estava na "boca" e vi uma plaquinha bem pequena: SOMENTE CARROS E VANS.
Então tá, se eu quero ir pro Brooklyn vou fazer o óbvio: pegar a Ponte do Brooklyn... Lá se vai um caminhão de mudanças, passeando na frente do World Trade Center. Pena que eu precisei chegar na ponte pra descobrir que ela *também* é fechada para trucks.
Terceira tentativa: Ponte de Manhattan. Eu já estava tenso sentado naquele volante, minha coluna doía, acho que era o stress. Quando eu já estava achando que nunca mais ia conseguir sair da ilha, finalmente alguma coisa deu certo. Ponte livre para caminhões, ufa! Ah, tenho que dizer que depois que resolvi desobedecer o GPS ele não sossegou mais, queria que eu fizesse o retorno no meio da ponte e voltasse pelo túnel.
Depois de chegar no Brooklyn a coisa só andou. Fui até Staten Island, não sem antes pagar US$ 20 de pedágio, e peguei a cama, a estante para a TV, algumas outras miudezas, joguei no caminhão e toquei de volta para o meu ap. Às 10 da noite levei o caminhão de volta pra locadora e assim encerrei mais um dia de aventura :-)

Cantores de metrô

Essa foi a semana dos vídeos aqui no blog, então aí vai mais um, que eu mesmo filmei: um grupo que passa cantando e pedindo dinheiro nos vagões de metrô. Presta só atenção na quantidade de dinheiro dentro da sacolinha!

quinta-feira, abril 23, 2009

Nunca julgue pela aparência

O vídeo que vai a seguir não tem nada a ver com o tema desse blog. Mas o que Susan Boyle fez foi tão incrível e emocionou tanta gente que achei que não seria justo não compartilhar com vocês.




Susan Boyle: desconhecida 3 semanas atrás, hoje uma celebridade.

terça-feira, abril 21, 2009

Tentando entender a crise

Muita gente anda falando de uma tal de crise, mas será que todo mundo tem ideia da origem do problema e sabe porque tantas empresas estão sendo afetadas? O que será que são as hipotecas sub-prime? E alavancagem? Ainda bem que existe internet: eu achei uma animação bem legal que explica tudo isso de uma forma bem simples. Como não tem tradução, é hora de desenferrujar um pouco o Inglês!




Via Meio Bit.

sábado, abril 18, 2009

Programação para o fim-de-semana: Concerto no sábado, mudança no domingo

Hoje à noite vai ter um concerto comunitário e gratuito no centro Bom Pastor aqui na Roosevelt Island. Estão todos convidados a dar um pulinho aqui :-p
A programação é a seguinte:

Bach • Bartok • Brahms
Jean Schneider, piano
Gilad Harel, clarineta
Ralph Allen, violino
Iris Jortner, violoncelo

Já amanhã... vou ter que acordar cedo pra fazer mudança. Comprei alguns móveis para o apartamento e tenho que ir buscar. Quem der uma olhadinha nos arquivos desse blog vai ver que não é a primeira vez que eu alugo um caminhão de mudanças. Aqui funciona à moda faça-você-mesmo: eu só pago pelo veículo e tenho que me virar pra fazer o transporte da carga. Quando os móveis estiverem dentro do AP eu coloco umas fotos aqui no blog mostrando como ficou.

quinta-feira, abril 16, 2009

Lavanderia hi-tech

Hoje foi minha estreia (estréia não tem mais acento? que saco) na lavanderia do prédio. Nos EUA quase todo edifício que se preze tem uma lavanderia no subsolo, e hoje lá fui eu com meu cesto de roupa suja. A primeira coisa que vi é que as máquinas daqui funcionam com cartão, em vez das habituais moedinhas de 25 centavos.
Joguei tudo dentro da máquina e já fiquei feliz de ver que ela tem um compartimento pro amaciante, eu não preciso ficar esperando pra controlar quando é a hora de colocar o "comfort" na água. Mas o legal mesmo foi descobrir que a máquina tem como enviar uma mensagem de texto pro meu celular avisando quando ela acabar de lavar minha roupa. Agora a cereja do bolo: tenho como ver numa página da internet o que cada máquina da lavanderia está fazendo, simplesmente genial!
Quer dar uma espiada no BBB das máquinas de lavar e secar? É só clicar AQUI.

Assoprando a poeira

É, foi tanto tempo desde a ultima vez que postei alguma novidade aqui que já estava até criando uma camada grossa de pó nesse blog. A viagem ao Brasil, que era para ser coisa rápida de vinte e poucos dias, acabou se estendendo bem mais do que o previsto. Foi bom poder rever a família e os amigos, mas a indefinição sobre quando e se eu voltaria para NY estava sendo bem desgastante. Essa crise pegou muita gente boa desprevenida... mas felizmente deu tudo certo. Desde que retornei, no final de março, estive sempre atucanado: primeiro resolvendo pendências com a empresa que trabalho, depois correndo até encontrar um apartamento pra alugar, procurando móveis pra poder morar nele e internet pra poder escrever esse blog :)
Agora, que não preciso mais ficar ficar no saguão do prédio mendingando por um pouco de internet, esse blog vai voltar com tudo! Hoje começa com as fotos do novo apartamento e do prédio, como não poderia deixar de ser:

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Elevador pra quê?

Deu no Terra: "Mais de 300 pessoas, de várias partes do mundo, participaram nesta terça-feira de uma corrida pelas escadarias do Empire State Building, em Nova York, subindo os 1.576 degraus entre o térreo e o terraço, no 86º andar do prédio."

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Mais seis semanas de inverno

Neste dia 2 de Fevereiro, às 7:20h e 30 segundos, o Phil de Punxsutawney, profeta dos profetas, vidente dos videntes, apareceu relutante, mas alerta em Punxsutawney, Pensilvânia e afirmou com sabedoria: "Vejo uma sombra, com toda certeza".

Sinto muito, pessoal, mais 6 semanas de Inverno.

Desta vez, a televisão falhou em captar a verdadeira emoção de um esquilo gigante prevendo o tempo.
Foi um prazer ter estado aqui. Phil Connors, de Punxsutawney, despede-se de vocês.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Frase do dia

"Como é duro trabalhar em um país onde o ano começa antes do carnaval."

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Dica de cinema

O Jorge tinha me recomendado outro dia esse filme mas só agora há pouco tempo que eu fui ver O Curioso Caso de Benjamin Button, e realmente é MUITO bom, se puder vá olhar no cinema!

terça-feira, janeiro 27, 2009

Placa da terça


Será que o Brooklyn é tão bom assim mesmo?

domingo, janeiro 25, 2009

Niágara

Atendendo os insistentes pedidos de todos os meus leitores (aka Junior), criei vergonha na cara e coloquei as fotos das cataratas de Niágara na internet. As imagens mostram como é um típico dia de calor canadense. Apesar de todos os contratempos (como perder a chave do carro - alugado - no meio da neve), o passeio estava demais. Estive a alguns passos do Canadá e não pude entrar: sem visto, sem conversa.
O Irineu, o Rafael e eu jantamos no Hard Rock Café e depois formos cochilar em um hostel da YMCA, pois 1h da manhã a gente estava de pé pra ir fazer snowboard em Hunter Mountain (pertinho, umas 8 horas de viagem). Mas isso fica pro próximo post.


UPDATE: Resolvi colocar um video no YouTube pra mostrar um pouquinho melhor como é a sensação de -16 graus. Ah, todos os prédios que aparecem são no lado canadense.

domingo, janeiro 18, 2009

Arrumando a mochila!

Segunda feira é feriado aqui nos EUA, então aproveitei e hoje estou saindo de viajem (agora são 3:45 da madrugada) para ir nas cataratas de Niágara. O kit "faça voce mesmo seu barril" e a capa de chuva amarela já estão no porta-malas do carro. Coloquei um video aí pra dar uma idéia do que eu pretendo fazer por lá, hehehehe:

Ah, e na volta vou passar em Hunter Mountain para fazer snowboard!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Sexta em NY

Na esquina da minha rua com a quinta avenida tem uma loja que sempre que eu passava eu via um monte de gente aglomerada, olhando e tirando fotos. Eu nunca tinha prestado atenção direito na loja, mas só pela fachada e pelo lugar onde fica dá pra ver que é daqueles lugares que pra entrar e respirar um pouquinho do ar já precisa deixar um rim como caução.

Hoje eu saí pra jantar e quando tava voltando passei na frente e resolvi dar uma olhadinha nas vitrines da tal loja pra ver o as pessoas tanto olham. E não é que é legal mesmo? Eu, pelo menos, nunca tinha visto um manequim vestido com roupa social e cabeça de lobo; é quase uma obra de arte, hehehe... Essa é a Bergdorf Goodman, olha só as fotos: