terça-feira, março 27, 2007

Outra vez, Nova Iorque

Dia de folga em pleno domingo não é sempre que acontece, por isso tenho que aproveitar. E aproveitei mesmo: peguei o ônibus de 10 dólares dos chineses (sempre eles!) e fui pra Nova Iorque. A cidade é tão grande e cheia de atrações que ainda levaria muito tempo pra eu não ter o que fazer lá.

O primeiro lugar que eu fui foi o tão famoso Rockefeller Center. Não achei nada demais: é apenas uma praça com um pista de patinação no gelo, um monte de bandeiras de vários países e, claro, um prédio bem alto. Saindo dali eu fui para a Grand Central Terminal, que fica a 1 quadra. É esse o terminal que aparece no desenho "Madagascar", quando os animais que fugiram do zoológico estão procurando um meio de ir para a selva em Connecticut.

É, cada lugar de Nova Iorque lembra alguma coisa de algum filme. São muitas as histórias de Hollywood que se passam naquela cidade; mas de todas, a mais memorável com certeza é a do filme King Kong. Quem não lembra da cena do gorila no topo do Empire State segurando a mocinha? É claro que eu não poderia voltar pro Brasil sem ter ido lá em cima pelo menos uma vez!

Mesmo tendo que pagar US$ 18 apenas para pegar um dos 73 elevadores e subir até o andar 86 do prédio construído em 1931, havia uma fila imensa de pessoas. Nela eu encontrei um sul-africano que está nos EUA pela primeira vez. Veio para um congresso de tecnologia da Novel em Salt Lake City e aproveitou pra conhecer NY. O engraçado é que o sul-africano na verdade é filho de indianos; inclusive fala com aquele sotaque que só que já ouviu sabe como é difícil de entender.

O tempo estava limpo, e lá de cima do Empire State a visão da cidade estava ótima, dava pra ver uma distância grande. Tirei muitas, muitas fotos lá em cima (as melhores estão no Flickr). Também foi legal que lá de cima eu pude ver exatamente como chegar nos outros lugares que eu ainda queria ir durante o dia. Um desses locais era a ponte do Brooklyn (essa foto é como eu via a ponte lá de cima do prédio).

Quem me conhece sabe que eu adoro andar a pé; pois então, fui do Empire State até a ponte caminhando! Quem gosta de um pouco de história vai ficar feliz em saber que ela é a primeira ponte suspensa por estrutura de aço a ser construída, tendo sido finalizada em 1883, há quase de 125 anos atrás.

Já quem gosta de engenharia vai gostar de saber que cada cabo que segura a ponte deve ter quase 1 metro de diâmetro, e a distância entre os dois pilares que sustentam toda a estrutura é de 486 metros. A ponte tem 6 pistas para automóveis, 1 para pedestres e 1 para bicicletas.

Como também não sou de ferro, procurei um metro pra ir ao meu próximo destino, que eu havia avistado do alto do Empire State: a sede das Nações Unidas, a famosa ONU.

Cheguei lá, mas não sem antes me perder por ter pegado o metrô errado duas vezes (ainda bem que não é preciso pagar de novo pra mudar de trem). E todo esse trabalho pra nada: a ONU só fica aberta de segundas a sextas. Nem mesmo as bandeiras dos países estavam hasteadas, eles retiram tudo nos fins-de-semana..

Foi uma pena que a ONU estivesse fechada, pois eu acho que lá eu não vou ter mais oportunidade de voltar. Meu plano para as próximas visitas a NY é conhecer museus interessantes, como o de História Natural e o Metropolitan, e, quem sabe até, assistir um musical na Broadway!

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Bônus: Coloquei várias outras fotos no Flickr, é só clicar!

segunda-feira, março 19, 2007

Curtas

Clima maluco: agora em Março, quando ninguém mais esperava neve, aconteceu uma tempestade daquelas! Quem estava no Mohegan e não pode voltar pra casa ficou hospedado, de graça, em um quarto do hotel! Que pena que eu estava em casa...


Bem mais da metade dos brasileiros que estavam aqui para o TRUE já voltaram para o Brasil. Já está ficando difícil até encontrar brasileiros no Uncas Grill (restaurante de funcionários) na hora do intervalo.


O contrato de aluguel da casa em que estou morando vence no final do mês. Em Abril vou trocar de casa; agora só falta saber para onde. Vou dividir uma casa com os outros brasileiros que ficarem por aqui mais um tempo.

quarta-feira, março 14, 2007

A cidade dos primeiros

Eu sei, imperdoável ter ficado mais de uma semana sem postar nada, não vou tentar enrolar ninguém com desculpas ;-) Mas, pra tentar arrumar a situação, vou contar sobre a cidade que visitei nesse período. Apesar de ficar perto de Norwich (pouco mais de hora e meia), eu ainda não conhecia Boston (sem trocadilhos, por favor ;-). Aproveitei a folga no meio da semana, peguei um ônibus dos chineses (de novo!) às 4 e meia da manhã e me fui, sozinho. Justo neste dia havia chegado uma frente fria do Canadá, e a temperatura estava muito baixa, acho que em torno de -15 graus. Imaginem só, 6 da manhã sozinho na Chinatown de Boston num frio de rachar! O que eu fiz? Achei um McDonalds e fiquei lá esperando até às 8, quando as coisas começam a funcionar, hehehe.

Este McDonalds ficava na esquina da rua Washington com a Kneeland. Enquanto esperava, aproveitei pra acessar a internet e ver os pontos turísticos próximos. Fui bom descobrir que eu estava à 2 quadras do Common, que é o primeiro parque público dos EUA. Às 8 lá fui eu. Foi muito engraçado chegar e encontar um monte de chinesas fazendo exercício em volta do monumento no centro do parque (olha elas atrás de mim no canto da foto).

Também descobri que o Common é o início de uma rota turística, chamada de "The Freedom Trail", que percorre muitos pontos históricos da cidade. Funciona assim: no parque começa uma linha vermelha, que segue pelas calçadas; o turista apenas vai acompanhando a linha e descobrindo os lugares interessantes, não tem erro!

Passei pelo palácio do governo do de Massachusetts (Boston é a capital do estado), pelo Faneuil Hall, que é mercado público da cidade, pela Old South Meeting House, local onde foi dado o sinal que iniciou a "Festa do Chá de Boston", pela Old State House, local onde a declaração de independência dos EUA foi lida pela primeira vez, por um monumento em homenagem às vítimas dos campos de concentração nazistas, por várias igrejas de importância histórica, pela Little Italy (eu entrei numa loja de lá e as pessoas estavam falando em italiano!) e, finalmente, cheguei no USS Constitution.

O USS Constitution é o primeiro barco da marinha americana, tendo sido construído em Boston logo depois da independência. Como estamos falando de 1700 e antigamente, ele foi feito para proteger os comerciantes americanos de ataques de corsários e piratas no mar. Ele é o mais antigo navio do mundo em atividade! Ele ainda faz parte da marinha americana, tem capitão e tripulação; todo 4 de julho (o dia da independência) o USS Constitution vai ao mar para as comemorações.

Eu tinha dito piratas? Piratas, pois sim; o USS Constitution é bem no estilo dos navios do filme Piratas do Caribe, com canhões, mastro, vela e tudo mais!

Depois de muito caminhar pela “The Liberty Track”, resolvi mudar o meio de transporte: era hora de conhecer o metrô. Estações bem mais limpas e modernas do que as de Nova Iorque, com trens também mais novos têm seu preço: tarifa de US$ 1,70. Embarquei em direção a Cambridge, do outro lado do rio Charles, para conhecer Harvard e o MIT, duas das mais conhecidas e importantes universidades do mundo. Em Harvard caminhei bastante pelo campus (lá tem esquilo!), pelos corredores, até entrei em uma sala de aula e tirei foto lá dentro. Estive também na Harvard Business School, que é uma referência mundial na área de Administração.


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Depois disso, peguei outro metrô e fui para o MIT, onde novamente fui entrando sem ser convidado, hehehe. Lá têm uns prédios bem estranhos, que nem esses da foto aí embaixo, muito legal! A única coisa ruim foi que lá eu perdi meu celular e não consegui mais encontrar... ainda bem que não era um iPhone, era só um celular de cartão de vinte dólares.

O incrível em ter andando por essas duas universidades é que nos corredores eu posso ter cruzado por algum prêmio Nobel de qualquer coisa e nem saber!

Apesar de todo mundo falar que em Boston há muitos brasileiros, eu não encontrei lá nada, nenhum, zero mesmo; bem diferente das vezes que estive em NY, que encontrava um brazuca em cada esquina! Mas, pra compensar, eu não pude resistir e tirei uma foto dessa propaganda que estava circulando em vários ônibus:


PS: Quem quiser ver mais fotos, entra no Flickr!

quarta-feira, março 07, 2007

Crônicas de Nárnia... opa, de Norwich


Mesmo sendo o inverno mais quente dos últimos 50 anos, Norwich ainda assim tem seus dias de neve, e até nevasca. E assim sendo, e se tratando de um país desenvolvido, existe toda uma estrutura para se conviver com a neve e o frio. Em primeiro lugar, há um sistema de previsão do tempo que costuma funcionar bem melhor do que no Brasil. Quase todas as vezes em que neve foi prevista, neve realmente ocorreu. As pessoas se preparam para os dias em que se espera alguma coisa mais forte; dia desses, quando estava prevista uma nevasca, foi incrível a quantidade de gente que faltou ao trabalho, hehehe. Dizem que quando o tempo fica muito ruim, os funcionários que estão trabalhando nem voltam pra casa, o Mohegan hospeda todo mundo no hotel!

Quando comprei o carro, no banco de trás havia uma pazinha com uma vassoura na ponta, e o antigo dono me deu de brinde. Na hora eu não vi serventia, não dei muita importância e deixei ela lá mesmo. No primeiro dia de neve que precisei usar o carro eu entendi a finalidade: usei para limpar os vidros, pois havia tanta que o limpador de parabrisas nem tinha força pra sair do lugar. Já teve vez de ter mais de 1 palmo de neve acumulada sobre o carro, o que foi bem trabalhoso de remover, principalmente considerando que era madrugada e devia estar uns -10 graus! Na rua não era nem possível saber onde era o asfalto e onde era o meio-fio, tanta era a neve. Acho foi neste dia que o Augusto falou que Norwich parecia Nárnia. Boa sacada. Pra quem leu o livro ou viu o filme, houve uma época em que em Nárnia era um inverno "quase eterno", tudo coberto de neve. Assim estava Norwich: as casas, as ruas, as plantas e árvores, uma cidade totalmente branca.

Dirigir em uma pista coberta pela neve é realmente perigoso. Por isso, assim que começa a nevar começa a funcionar um serviço de caminhões que passam "varrendo" as ruas (um desses aparece aí embaixo no vídeo). Outra noite estava nevando durante a madrugada e as 6 da manhã eu já ouvia o barulho do caminhão limpando em frente de casa. Lojas que tem estacionamento a céu aberto (que são a maioria) também contratam esse serviço, para que os clientes possam estacionar sem problemas. Em dias assim, uma coisa que dá algum dinheiro é trabalhar removendo neve das calçadas. Por mais que quase ninguém transite nelas, os donos das casa, quando não fazem eles mesmos o serviço, pagam para alguém tirar de pá a neve que se acumulou durante a noite. Com a qualidade do serviço público que temos no Brasil, eu fico imaginando o que aconteceria se nosso pais tivesse neve, pois uma chuva mais forte já é capaz de tornar nossas estradas intransitáveis. Era capaz de que cidades inteiras ficassem isoladas até que o calor voltasse e derretesse tudo.


Há também o lado bom da neve. Fazer guerrinha de neve é muito divertido. Ia ser melhor ainda se eu tivesse uma luva impermeável, que não deixasse minha mão congelar em 5 minutos, hehehe. Eu vi os "Norwichianos" fazendo outra coisa muito divertida: foram ao campo de golfe com umas bóias infláveis para deslizar no gelo dos morrinhos. Ah, finalmente, lago congelado é uma atração a parte: muito legal brincar em cima, correr, patinar (pra quem tem patins), ou mesmo só ficar contemplando a deslumbrante paisagem de inverno.

domingo, março 04, 2007

Sintonizado

Depois do microondas grátis, que a Natália conseguiu com uma americana, agora foi minha vez de ter algo de graça: uma televisão. Ela estava abandonada no estacionamento de funcionários do Mohegan, ao lado do elevador. Quando vi até pensei que não estivesse funcionando, mas botei no porta-malas do carro pra testar em casa.
A TV, que deve ser de 12 polegadas e tem vídeo-cassete embutido, funciona perfeitamente! A qualidade da imagem é muito boa, mas não sei como está o VHS. Mas hoje em dia, quem se importa com isso, não é mesmo? Pra ser melhor, só mesmo se tivesse vindo junto um controle remoto, hehehe!

quinta-feira, março 01, 2007

Que dia!

Acho que ontem foi o dia que mais me diverti em toda minha vida: fui fazer snowboard e esquiar!
O meu dia começou às 3 e meia da manhã, quando acordei pra me preparar para a excursão, que iria sair do Mohegan às 5h. O percurso até a estação de esqui Killington, no estado de Vermont, durou umas 4 horas. Chegamos lá às 9, o dia estava perfeito para se esquiar: havia nevado bastante nesta semana e hoje estava ensolarado, com temperatura em torno de 0 graus.

A estação é a maior da região, tem mais de 190 pistas de todas as categorias de esqui (que são verde, azul, preta com 1 diamante e preta com 2 diamantes). É claro que eu e todos os brasileiros que nunca tinham ido ficamos só nas verdes, que para um iniciante como eu é difícil. Começei com snowboard e subi até o topo da pista, que deveria ter 1 km. Na primeira descida, até a metade da pista minha tentativa se resumia a uma série de tombos, hehehe! Depois comecei a pegar a manha, e consegui até fazer algumas manobras, pois comecei a pegar velocidade no snowboard. Claro que ainda caia alguns tombos, ou as vezes me jogava no chão para evitar algum acidente. Cada vez que eu chegava na base da pista estava exausto, mas corria de novo para o teleférico para mais uma descida. Como isso cansa!

Umas duas horas antes de vir embora eu troquei o snowboard por esquis, para ver como era. Não gostei nem um pouco, até porque não consegui aprender direito. O percurso que de snowboard eu fazia em 5 minutos, de esqui eu levei quase meia hora! O que me deixava com inveja era ver que enquanto eu estava me matando para esquiar, crianças pequenas, de uns 6 anos, desciam sozinhas, e muito rápido! Mas fazer o que, elas se criaram no meio da neve...

Dessa vez só tenho 1 videozinho pra mostrar, que o Augusto filmou pra mim. Sim, o Augusto e também a Natália foram junto e ela ficou com a câmera, que como vocês sabem, é dela.

No final do dia todos estavam exaustos, então na viagem de 4 horas quase todo mundo veio dormindo o trajeto inteiro. Teve uma brasileira (a Vânia) que nem conseguia mais caminhar de tanta dor no corpo, que desceu do ônibus de cadeira de rodas!!! Ela hoje está bem, era só dor pelo tombos levados. Tenho certeza que, assim como eu, todos que foram na excursão voltaram mortos mas muito felizes!