quarta-feira, janeiro 31, 2007

Nova Iorque: impressões

Estou com pouquissimo tempo, pois estou envolvido para conseguir a carteira de motorista de Connecticut e para registrar o carro, por isso talvez este seja o único post extenso desta semana :-(

Eu já descrevi como foi a viagem a Nova Iorque, agora chegou a hora de contar as impressões que ficaram. Pra mim, o que foi mais marcante foi ver a diversidade que há naquela cidade... existem pessoas de todos continentes, todas raças, com as mais estranhas roupas. Realmente é valida aquela piada que diz que se um E.T. quisesse andar tranquilamente aqui na Terra bastaria morar em Nova Iorque; com certeza ninguém acharia estranho! Duvido que outra cidade no mundo seja tão diversa, talves por isso que alguns digam que ela é a capital do mundo.

Aqui nos EUA, o nova-iorquino tem fama de não ser muito simpático. Eu só estive algumas horas lá e posso estar errado, mas me pareceu que eles fazem juz à fama: vi pessoas apresadas andando pelas ruas, motoristas não muito educados, um tratamento meio impessoal nas (poucas) lojas em que entrei... Mas pode ser que tudo isso sejam apenas características de toda cidade grande.

Há uma outra fama da cidade que felizmente eu não pude comprovar: a de ser uma cidade violenta. Alguns americanos tinham me contado “horrores”: batedores de carteira no metro e flanelinhas nas sinaleiras lavando o vidro dos carros, hehehe. Os parâmetros deles são bem diferentes do meu, eles não sabem o que é uma cidade violenta! A única coisa que eu vi alguns mendigos nas ruas; não muitos, mas mendingos.

Sobre o aspecto da cidade, posso dizer que é muito agradável. Além de ter um parque gigantesco como o Central Park, existem muitas árvores nas ruas. A limpeza também se destacou: já vai longe o tempo em que NY era a cidade mais pichada do mundo, como se via naqueles filmes dos anos 70. Hoje não existem mais pichações, todos os prédios são muito bem cuidados; até mesmo no Harlem, que é um dos bairros mais pobres (e predominantemente de negros) na cidade.

Pra encerrar, uma promessa: ainda vou fazer um filmezinho sobre a cidade, mas vai ficar, no mínimo, para a semana que vem. Talvez na minha próxima folga eu vá de novo até Nova Iorque, conheça outros locais diferentes e reúna tudo em um mesmo clipe.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Nova Iorque é que tem um jeito legal...


Em primeiro lugar, tenho que admitir uma coisa, mesmo tendo ficado tão pouco tempo na cidade: Nova Iorque é demais! Meu passeio foi curto, pois cheguei lá a tarde e precisava voltar cedo para trabalhar à meia-noite.

Saí de casa cedo (5h da manhã) para pegar um ônibus que chegaria lá às 9; infelizmente ele já estava lotado. Assim, tive que ir em um outro horário (só um parênteses: parece que vai demorar mais de mês para conseguir finalizar a documentação do meu carro) e cheguei na cidade por volta das 14h.

A primeira coisa que eu fui conhecer foi a Times Square. Se de dia aquele lugar já é realmente impressionante, eu fico imaginando como não deve ser a noite, com luzes, painéis e sempre uma grande agitação. Bom, caminhando por lá ouvi um som familiar e parei: era um casal de namorados falando Português! Eles foram os primeiros de vários brasileiros que encontrei por lá em pouco tempo. Logo depois encontrei um outro, o Manrique, que foi quem tirou aquela foto do post anterior. Fomos a um McDonald's e, acreditem ou não, comi o primeiro Big Mac desde que cheguei nos EUA.

O Manrique me passou umas dicas de lugares legais pra conhecer em pouco tempo, e assim eu peguei a Quinta Avenida e fui caminhando: passei pela igreja Saint Patrick, andei na rua que é conhecida por Little Brazil, vi o prédio do Donald Trump (o cara que inventou o programa "O Aprendiz"), e claro, tirei umas fotos em frente a loja da Apple!


Depois, fui ao Central Park; ele é gigantesco, várias vezes maior que a Redenção em Porto Alegre. Passei em frente ao Hotel Plaza, aquele do filme "Esqueceram de Mim" e tirei uma fotografia de um Rolls Royce! Fui até a 96th, pois tinha combinado de pegar lá um teclado Roland para um amigo meu. Nessa hora já era noite, e eu tinha que voltar, para pegar o ônibus. Como eu estava com o teclado, que era bem pesado, fui de táxi até a Chinatown, onde esperei um tempo até consegui voltar.


Em um próximo post vou contar as impressões que tive do primeiro contato com a cidade, pois por hoje já escrevi demais!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Em Nova Iorque!!!


Estou em um McDonald's na frente da Times Square. Como tenho pouca bateria no notebook, só vou postar 1 foto mesmo. Assim que possível escrevo um post completo contando minhas impressões daqui.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Ela finalmente chegou!!!


É a primeira NEVE de verdade nesse ano em Norwich, e a primeira vez que eu vejo neve de verdade na vida! Está frio, -5,7 graus. Agora é esperar que a neve acumule pra fazer os primeiros bonecos!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Motorizado!!!


Hoje foi um dia muito bom: comprei um carro! Sim, você leu direito, um carro. Quem diria, meu primeiro carro não foi adquirido no Brasil, mas sim a quase 10 mil quilômetros de casa.

Eu já estava procurando carro há alguns dias, pois há dias que trabalho até a madrugada, quando não há ônibus, o que me fazia um "dependente" de caronas. Não mais! Ontem fui a um leilão de carros no estado de Rodhe Island, onde geralmente há bons negócios. O leilão é muito interessante: é em um galpão, no meio do nada, onde entram 2 carros de cada vez, todo mundo fica olhando e um leiloeiro, no maior estilo cowboy, fica anunciando os lances. Em cinco minutos o ganhador sai do galpão dirigindo o carro que comprou e entram os próximos 2 automóveis. Mas... não comprei ontem, pois chegamos quase no fim devido a problemas no carro do Edwin, que nos levou lá (só os problemas que aconteceram pra chegar lá dariam um post bem engraçado, hehehe).

Minha compra foi hoje, aqui em Norwich mesmo, logo depois do meio-dia. Tenho um amigo húngaro (correção: polonês) aqui em Norwich, e como ele estava sabendo que eu queria comprar um automóvel, hoje ele apareceu lá em casa pra me levar em de um amigo dele pra ver um carro. Fiz o test-drive, negociamos um valor e pronto, fui pra casa dirigindo!

Bom, alguém deve estar curioso pra saber qual carro comprei, não é mesmo? Então, lá vai a "configuração":
Marca: Oldsmobile
Modelo: Cutlass
Ano: 1994
Cor: Vermelha
Direção: Hidráulica
Câmbio: Automático
Bancos: Couro
Freio: ABS
Airbag: Sim
Vidro e espelhos elétricos: Sim
Ar condicionado: Sim
Trava e regulagem de altura dos bancos elétrica: Sim

Resumindo, ele tem um monte de recursos que no Brasil são opcionais mas aqui qualquer carro tem, não vão pensar que é um super carro, hehehehe. Assim que possível, vou postar algumas fotos pra vocês olharem e darem uma opinião!

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ATUALIZAÇÃO

Ainda não posso sair de carro enquanto a minha documentação não estiver pronta, e isso ainda depende de eu receber o meu cartão do Social Security. Acho que ainda vai precisar 1 semana pra eu poder andar de carro tranquilamente por Norwich!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Torre de Babel

No Brasil, encontrar um estrangeiro é algo raro e geralmente desperta muita curiosidade aos "nativos". Aqui em Norwich, estrangeiros são a coisa mais comum. Já falei com pessoas de tantos países diferentes, lugares que eu só conhecia pelas aulas de Geografia. Onde mais no mundo um brasileiro como eu encontraria, em um mesmo dia, um colombiano, um húngaro, uma haitiana, um sri-lanques (será que é assim que se escreve?), uma cabo-verdiana, MUITOS chineses e claro, muitos americanos? Talvez só na sede da ONU, que fica... aqui nos Estados Unidos!

No entanto, a convivência entre todas estas nacionalidades nem sempre ocorre da forma mais pacífica possível. Tem um caso que aconteceu com a Natália e uma colega indiana dela e que já faz algum tempo que eu queria ter contado aqui. Um pouco antes do Natal as duas estavam atendendo um cliente em uma das lojas do Mohegan. Na hora de realizar o pagamento, a Lauta (a colega indiana, que é uma senhora de uns 50 anos) solicitou que o cliente digitasse a senha do cartão; como o cliente digitou uma senha incorreta várias vezes, Lauta teve que pedir um documento de identidade, o que levou o cliente a dizer algumas ofensas; além disso, ele disse que não queria ser mais atendido pela indiana e se dirigiu à Natália. Quando minha colega de quarto passou o cartão do cliente, ele misteriosamente acertou a senha, efetuou o pagamento, e salientou que estava muito agradecido à, e somente à, Natalia. Assim que ele foi embora, Lauta esclareceu a situação: o cliente era muçulmano e resolveu humilhá-la por ver, pelo sotaque, que ela era indiana!

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Curtas

NEVE
Continuo sem ter visto neve. Dizem que ontem pela manhã nevou um pouco, mas eu estava dormindo... Essa semana o tempo está bem mais frio que nas outras. Ontem a noite estava -4˚C, nas ruas havia água congelada no chão. A previsão do tempo diz que no domingo pode nevar de verdade.

PAYCHECK
Paycheck é o "ordenado", como alguns chamam no Brasil, hehehe. Recebi meu primeiro no domingo passado, e neste domingo recebo outro. Coloquei uma foto dele no Flickr!

NOVA IORQUE
Está difícil de ir pra lá. Já tentei até com o ônibus dos chineses (que custa só US$ 10), mas agora eles só permitem asiáticos a bordo. Me disseram que há um ônibus de chineses aqui perto que aceita brasileiros, vou tentar na próxima oportunidade.

IGREJAS
Já fui em 3 igrejas daqui: First Baptist (Batista), Assembly of God (Assembléia de Deus) e Catholyc (Católica). Gostei muito da Assembly of God, e além disso é a que fica mais perto da minha casa, por isso já fui lá 3 vezes. Uma coisa interessante na First Baptist: depois do culto eles servem um lanche muito completo, e totalmente grátis!

VIDEOS
Recebi vários comentários positivos em relação ao video do Mystic Aquarium, muito obrigado! Quero fazer videos com mais freqüência, mas como ainda nao tenho uma câmera, fico dependendo de equipamento emprestado. Assim que comprar uma eu estréio ela com um vídeo aqui no blog.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Fotos e video do Mystic Aquarium

As fotos eu publiquei no domingo à noite, e o vídeo ficou pronto hoje!





domingo, janeiro 07, 2007

Dia de passear

Como estou de folga, vou aproveitar pra conhecer alguns pontos turísticos da região. Estou em frente ao aquário da cidade de Mystic, que fica depois de New London. Agora são 8:30 da manhã, e o aquário só abre às 9h. Hoje eu tenho uma câmera "de verdade" pra tirar fotos (emprestada, mas isso não importa). Prometo que coloco as mais legais no Flickr no início da noite :-)

sexta-feira, janeiro 05, 2007

American way of life - Parte 1: comodismo

Quem está acompanhando o blog lembra que eu comentei que, no geral, o povo daqui é gordo. Na verdade, os EUA sofrem uma "epidemia" de obesidade. Sei que tem gente que acredita que são os 'fast-food', e mais especificamente ainda, o 'Mc Donalds', os responsáveis por isso; embora estas redes tenham sua "contribuição", eu vejo fatores bem mais amplos, que estão no modo de vida do americano.

De comodismo eu chamo todas as coisas que facilitam a vida ao exigir menos esforço. A palavra certa até não é essa, é comodidade. Os americanos são viciados em comodidades! Acho que só através de exemplos consigo deixar claro em que nível está esta "dependência". Então, vamos lá:

1) Portas automáticas no Brasil são um luxo, existem apenas em Shoppings. Aqui nos EUA, qualquer lojinha obscura tem uma porta com sensor que se abre quando alguém chega.

2) Escovas de dente elétricas também são um luxo no Brasil. Aqui são baratas; por que fazer esforço se a escova pode fazer todo o trabalho?

3) Nos banheiros, não é necessário puxar um pedaço de papel para secar as mão: as toalhas saem automaticamente quando uma máquina detecta aproximação. Algumas privadas também dão a descarga automaticamente.

4) No setor em que trabalho, para grampear uma pilha de papel, basta utilizar o grampeador elétrico.

5) Todos têm carro, por isso não precisam andar a pé.

6) Numa propaganda de revista, vi uma coisa muito engraçada: uma "rampinha" portátil para que cachorros mais velhos consigam entrar dentro do carro do dono para passear!

7) Por falar em automóveis, dentro deles existe um sem-número de recursos. Um carro sem vidro elétrico e direção hidráulica aqui é inconcebível. Também não é necessario gastar algumas calorias fazendo as marchas, pois o câmbio é automático em todos. Existe o piloto automático, que dispensa que o motorista fique pisando no acelerador quando está andando em uma auto-estrada... Bom, a lista é imensa!

Acho que deu pra ter uma idéia básica do que é esse "vício" em comodidades. Agora pode até parecer ridículo, mas o brasileiro vai no mesmo caminho; só não chegou lá ainda por falta de dinheiro :-) Será que alguém ainda levanta da cadeira pra trocar o canal na TV?

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Como são os americanos

Como na seção de comentários do último post me perguntaram sobre como os americanos tratam os brasileiros, resolvi aproveitar meu curto intervalo de 45 minutos de jantar (é curto mas é remunerado, estou recebendo para estar aqui no computador!) para escrever este post apenas para falar um sobre como é o convívio com os "estadounidenses".

Em primeiro lugar, embora se tenha construído no Brasil uma imagem extremamente negativa em relação aos EUA, o povo daqui não é arrogante de forma alguma. Além disso, até hoje nem eu nem meus colegas presenciamos nenhuma situação em que alguém se mostrasse preconceituoso. O que existe, muitas vezes, é um desconhecimento muito grande sobre o Brasil: por exemplo, uma colega de trabalho me perguntou se no Brasil se fala Espanhol; outra pessoa achou que no Brasil se falava "brasileiro"! Não vejo isso como um grande problema, afinal ninguém é obrigado a conhecer tudo sobre cada país em desenvolvimento do mundo. Será que alguém no Brasil que encontrasse um Sul-Africano saberia qual o idioma que ele fala?

O povo aqui é muito cordial, mas não são tão "calorosos" quanto o brasileiro. Não é comum, por exemplo, dar um abraço em uma pessoa que se acabou de conhecer; beijo no rosto então, nem se fala! Em educação, no entanto, eles estão anos-luz na nossa frente. Posso dar dois exemplos que deixarão isso bem claro. O primeiro é o respeito aos pedestres: basta colocar o pé no asfalto que o carro que estiver vindo irá parar. A segunda coisa é em relação a caronas: nas duas vezes que precisei, não fiquei mais de 5 minutos tentando até que alguém parasse e abrisse a porta do carro.

No comentário também foi perguntado se há muitos brasileiros: bom, no Mohegan estão trabalhando uns 150, mas em relação ao total de funcionários, isso representa apenas uns 2 porcento! Nenhum brasileiro pegou posição de trabalho que poderia ser "humilhante", como limpar chão ou privadas... Na função que eu trabalho, por exemplo, a maioria dos colegas são americanos.

Bom, como meu tempo está acabando, encerro o post por aqui!